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Índice de automação nas empresas brasileiras é de 0,22, aponta pesquisa

Em comparação que vai de 0 a 1, setor da indústria mostra maior desenvolvimento que comércio e serviços. 

Uma nova pesquisa, realizada pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil com o apoio da GsK, fez um diagnóstico da automação no País, destacando a percepção da indústria, do comércio, do setor de serviços e dos consumidores. Realizada com cerca de 7,5 mil pessoas, sendo 4,8 mil responsáveis por processos de automação nas empresas, a pesquisa estipulou um índice geral de automação em 0,22 para as companhias, em uma escala de 0 a 1. Para os consumidores, a automação no seu dia a dia é de 0,19.

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O índice foi criado a partir da avaliação das empresas sobre o uso de sistemas para o relacionamento com colaboradores e clientes, destacando que a automação é a tecnologia que facilita o trabalho. Já os consumidores elencaram o uso de dispositivos móveis, aplicativos e eletroeletrônicos, além da conectividade em suas casas e carros, para compor seu índice.

A pesquisa também separou por segmento os índices, colocando a indústria na liderança do movimento de automação, com 0,26. Comércio e serviços, que foram unificados no estudo, aparece com 0,19. Segundo Carolina Fernandes, responsável pela pesquisa dentro da GS1, a indústria se destaca por ter um investimento legado no setor de automação.  

Quando separadas por tamanho de empresas, as pequenas apresentam 0,21, as médias, 0,29, e as grandes se isolam na liderança com 0,34. Já em áreas de negócio, sistemas e logística alcançam as melhores médias, com 0,34 e 0,32, respectivamente.

Carolina diz que o índice é relativo. Um grande varejista, por exemplo, tem que fazer um investimento considerável para automatizar todas as suas lojas. Já um pequeno comerciante pode usar pouca automação e julgar ser o bastante para o seu negócio. Por isso, o estudo avaliou quais as tecnologias que as empresas usam antes de estipular o nível de automação e também separou as empresa de acordo com seu tamanho.

Ainda segundo a especialista, a expectativa é que o índice aumente, já que há um movimento de mercado para a automatização. “As tecnologias estão se tornando mais acessíveis, como o acesso à banda larga e a Internet das Coisas. O uso de câmeras para videovigilância é um exemplo”, diz. As próprias empresas desejam se automatizar mais, com os consumidores pedindo por isso e por ser uma força de se competir com a concorrência.

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