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McAfee descobre nova ameaça de cibercrime bancário no Brasil

A McAfee publica nesta quarta-feira o Relatório de ameaças do McAfee Labs: dezembro de 2018, que examina as atividades do submundo do crime cibernético e a evolução das ameaças cibernéticas no 3º trimestre de 2018. O McAfee Labs registrou uma média de 480 novas ameaças por minuto e um aumento acentuado no número de malwares que têm como alvo dispositivos de IoT.

Todos os trimestres, a McAfee avalia a situação do panorama de ameaças baseando-se em amplas pesquisas, análises investigativas e dados de ameaças coletados pela nuvem do McAfee Global Threat Intelligence em mais de um bilhão de sensores, em diversos vetores de ameaças ao redor do mundo.

No Brasil, os pesquisadores da McAfee descobriram uma nova família de malwares chamada CamuBot, em ação no 3º trimestre. O CamuBot0 tenta se camuflar de módulos de segurança exigidos pelas instituições financeiras alvo. A empresa ressalta que, embora os grupos brasileiros que atuam no cibercrime sejam bem ativos em fazer ataques à população, suas campanhas costumavam ser básicas. O CamuBot é uma prova de que os criminosos cibernéticos brasileiros estão evoluindo seus malwares para torná-los mais sofisticados, comparando-os àqueles encontrados em outros continentes.

“Os criminosos cibernéticos fazem de tudo para se aproveitar de vulnerabilidades novas e antigas, e o número de serviços agora disponíveis em mercados clandestinos aumentou consideravelmente a eficácia de seus ataques”, afirma Christiaan Beek, cientista-líder da McAfee. “Enquanto as pessoas pagarem resgates de ransomware e ataques relativamente fáceis, como campanhas de phishing, os criminosos continuarão usando essas técnicas. Através do acompanhamento de novas tendências em mercados clandestinos e fóruns secretos, a comunidade de cibersegurança pode defender-se dos ataques atuais e prevenir ataques futuros.”

 

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