De acordo com relatório do Sophos Labs, centro de pesquisa da fornecedora de cibersegurança Sophos, o malware Baldr evoluiu seus códigos a ponto de poder ser considerado um “Frankenstein”. Criado para ser vendido a cibercriminosos iniciantes, o Baldr começou primeiro a mirar em gamers de PC, mas como usa fragmentos de código emprestados de outras famílias de malware, logo passou a ser usado para atacar outros segmentos.
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Os pesquisadores apontam que que o Baldr pode acessar uma ampla gama de informações de suas vítimas, incluindo senhas salvas, dados armazenados em cache, arquivos de configuração, cookies e outros arquivos de uma variedade de aplicativos.
Foram identificados 22 navegadores e 14 carteiras de criptomoeda diferentes atingidos. Além disso, aplicativos VPN, ferramentas de transferência de arquivos e clientes de serviços de jogos, como Steam e Sony, também foram afetados. Até mesmo usuários da rede social Discord e do app de transmissão Twitch foram atingidos.
Os ataques foram ampliados além de jogos para abranger todos os usuários de computador, e houve registro de infecções em todo o mundo, lideradas pela Indonésia (mais de 21%), Brasil (14,14%), Rússia (13,68%), Estados Unidos (10,52%), Índia (8,77%) e Alemanha (5,43%), segundo dados da Sophos Labs.
Os pesquisadores acreditam que o malware é provavelmente de origem russa. A oferta do Baldr à venda desapareceu em junho, aparentemente após uma discussão entre o criador e o distribuidor. A Sophos Labs acredita que ele ressurgirá em algum tempo, talvez com um nome diferente.

