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Rede Privativa Móvel completa um mês de atividade em Brasília

Brasília (DF) foi escolhida para sediar o projeto-piloto da Rede Privativa Móvel de Missão Crítica do Governo Federal. A iniciativa busca integrar as comunicações existentes das forças de segurança em operações conjuntas. Graças à nova tecnologia, agentes de diferentes órgãos, mesmo utilizando equipamentos de rádio distintos, podem trocar mensagens entre si desde o dia 25 de junho.

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Por concentrar as sedes dos Três Poderes e receber diariamente eventos de grande porte, a capital federal foi escolhida para ser o campo de testes dessa solução tecnológica. A cidade reúne as condições ideais para testar a infraestrutura voltada à comunicação de missão crítica.

A Rede Privativa Móvel é uma das obrigações previstas no Edital do Leilão do 5G. O projeto é executado pela Entidade Administradora da Faixa (EAF), sob supervisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por meio do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi). Após a conclusão da implantação, a infraestrutura será entregue ao Ministério das Comunicações, responsável por sua destinação e gestão.

Uma das inovações dessa rede é permitir que diferentes instituições compartilhem um mesmo ambiente de comunicação e superem limitações históricas na execução de operações conjuntas. Com o novo recurso, órgãos como a Polícia Militar do Distrito Federal, o Exército Brasileiro, a Polícia do Senado, a Polícia da Câmara dos Deputados e todas as demais agências de segurança e defesa que compartilham a mesma infraestrutura de comunicação via rádio desses órgãos podem se comunicar em tempo real por meio de um canal seguro e criptografado, utilizando seus próprios equipamentos.

“A Esplanada dos Ministérios e Brasília, de forma mais ampla, consolidaram-se como um laboratório de inovação, onde tecnologias de comunicação crítica já integram os sistemas de diferentes órgãos de segurança. Na prática, isso garante uma troca de informações mais rápida, precisa e segura entre os agentes envolvidos nas operações”, afirma o diretor de Operações da EAF, Geraldo Segatto.

A integração fortalece a coordenação entre as equipes em situações que exigem resposta imediata, como visitas de chefes de Estado, julgamentos de grande repercussão no Supremo Tribunal Federal (STF), manifestações públicas, operações de busca e salvamento e outros eventos de grande complexidade.

Prioridade na comunicação

Um dos principais diferenciais da tecnologia – que será implantado na fase 2 do projeto, após autorização do Ministério das Comunicações – é o mecanismo de priorização, que garantirá mais agilidade e confiabilidade às comunicações críticas em relação aos meios convencionais.

Na prática, esse mecanismo de prioridade vai garantir que as comunicações das equipes de segurança continuem funcionando mesmo com congestionamento nas redes móveis públicas. Situações como jogos em estádios de futebol ou grandes shows costumam sobrecarregar as redes comerciais de telefonia. Nesses cenários, enquanto a população pode enfrentar dificuldades para completar chamadas ou acessar a internet, a Rede Privativa Móvel assegura que as comunicações críticas dos agentes continuem disponíveis.

Desastres e operações policiais

A expectativa é que a tecnologia seja expandida gradualmente para outras unidades da federação, fortalecendo a capacidade de coordenação entre forças estaduais e federais em situações de emergência. A infraestrutura foi concebida para manter a comunicação ativa mesmo em cenários extremos, quando as redes convencionais podem ficar congestionadas ou indisponíveis.

Eventos recentes, como as ventanias registradas na Região Sudeste e enchentes na Região Sul – que resultaram em apagões e danos na infraestrutura básica de várias cidades no Brasil – evidenciaram como grandes desastres podem comprometer as redes tradicionais de telecomunicações justamente nos momentos em que a comunicação é mais necessária. No Brasil, a Rede Privativa Móvel de Missão Crítica deverá apoiar a atuação integrada em desastres naturais, enchentes, deslizamentos de terra, operações de defesa civil e grandes ações de segurança pública.

Além da comunicação por voz, por meio da tecnologia Push-to-Talk (PTT), a evolução do projeto prevê a incorporação de serviços de dados em redes LTE e 5G. Isso significa que os agentes de segurança vão poder compartilhar vídeos em tempo real, imagens, mapas de localização e outros arquivos durante as operações, ampliando a capacidade de resposta de comunicação das forças de segurança.

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