De acordo com números da Teleco, consultoria do setor de telecomunicações, a quantidade de celulares de operadoras móveis virtuais (MVNOs) em operação no Brasil cresceu 128% por ano em média nos últimos três anos (CAGR), atingindo 1,2 milhões em 2019. Os terminais M2M representam 80% deste total. Quem lidera este mercado, onde 24 operadoras MVNOs atuam, é a Arquia, da Datora.
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A Teleco aponta que oito empresas neste segmento, sendo Arquia, Safra e Surf Telecom as maiores. Diferente das outras duas concorrentes, a Arquia tem sua base de clientes praticamente apenas terminais M2M, sendo 8 mil celulares e 525 mil terminais – total de 533 mil linhas. A Safra possui cerca de 320 mil clientes – 228 mil M2M e 91 mil celulares – e a Surf conta com 318 mil linhas, sendo 204 mil terminais e 114 mil celulares.
A consultoria também dividiu por número de autorizadas e credenciadas. O primeiro grupo têm uma autorização de Serviço Móvel Pessoal (SMP) e se reportam à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). São oito empresas nesta categoria, sendo que Arquia, Surf e America Net utilizam a rede da TIM, enquanto a Safra usa a da Claro e a Vecto a da Algar. As MVNOs autorizadas da Vivo (Telecall, Digaa e NLT) ainda não reportaram acessos.
Já as credenciadas têm um contrato privado com uma prestadora de SMP e não se reportam diretamente à Anatel, tendo portanto, menos autonomia na definição de seus planos de serviço. Nesta categoria, são 16 MVNOs, sendo que a Surf é a operadora de nove credenciadas, Arquia e Vivo de três cada e a Claro de uma.
O potencial de crescimento dos MVNOs no Brasil é grande, segundo a Teleco. O país está entre os quinze países com mais MVNOs no mundo, mas a quantidade de celulares das MVNOs ainda representa 0,5% do total de celulares no país. Na Europa e Estados Unidos esta participação é maior que 5%, chegando a 40% em países como Holanda e Alemanha.
Na China, a participação dos MVNOs no total de celulares era de 0,16% em 2014 e atingiu 5% em 2019. Na América Latina as MVNOs já respondem por mais de 5% dos celulares em países como Colômbia (9%).
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