A participação de empresas inovadoras entre os negócios no ramo de serviços de TI cresceu 1,4% no Brasil, de acordo com o relatório “Insights Report – Panorama do Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação 2020″. O estudo compara os triênios de 2012-2014 com 2015-2017 para estabelecer o crescimento e foi produzido pela Assespro-PR (Associações das Empresas Brasileiras de TI) e pelo Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Infraestrutura digital ganha espaço com a crise
Na comparação entre os dois triênios mais recentes, também foi apontado crescimento de 77,6% nos investimentos em pesquisas de empresas inovadoras. Dentro do ramo “serviços de TI”, o estudo considerou cinco sub-setores: software sob encomenda, software customizável, software não customizável, tratamento de dados e hospedagem na internet e outros serviços em TI.
Na comparação entre o triênio mais recente (2015-2017) e o triênio imediatamente anterior (2011-2014), em quatro segmentos houve um aumento na participação de empresas inovadoras em relação ao total de empresas de todo o ramo:
- Segmento software customizável: de 41% (2011-2014) para 55% (2015-2017).
- Segmento software não customizável: de 44% (2011-2014) para 49% (2015-2017).
- Tratamento de dados e hospedagem na internet: de 18% (2011-2014) para 32% (2015-2017).
- Outros serviços: de 33% (2011-2014) para 34% (2015-2016).
- Apenas o segmento software sob encomenda apresentou queda na participação de empresas inovadoras de um triênio para outro: 72% (2011-2014) para 45% (2015-2017)
Por outro lado, dos cinco segmentos, o de software sob encomenda foi o que registrou a maior taxa de crescimento nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), no período 2011-2017. O incremento foi de 124% entre os investimentos somados em 2011 (da ordem de R$ 196 milhões) e os verificados em 2017 (mais de R$ 439,5 milhões). Na sequência, o segmento “tratamento de dados e hospedagem na internet” foi o responsável pelo maior acréscimo em investimentos em P&D: 121%, passando dos R$ 265,1 milhões anotados em 2011 para R$ 586,6 milhões finalizados em 2017.
Os outros três segmentos também acumularam incrementos significativos, entre 2011 e 2017: software não customizável, 61% (de R$ 407,1 milhões para R$ 655,4 milhões); software customizável, 51% (de R$ 285,7 milhões para R$ 432,5 milhões); e outros serviços em TI, 31% (de R$ 304,3 milhões para R$ 399,7 milhões).
A Assespro-PR ressalta que os investimentos promovidos por empresas do ramo de serviços de TI nos mais variados segmentos ganham mais relevância ainda quando analisada a proporção dos montantes em relação à receita líquida das empresas do setor. Em comparação com as demais atividades econômicas, é um investimento duas vezes e meia superior, de acordo com o que apurou o Insights Reports.
Os dados apontam que as empresas do ramo de serviços de TI investiram, em 2017, o equivalente a 2,2% de sua receita líquida. Já o conjunto de todas as empresas da economia investiu o equivalente a 0.9%, naquele mesmo ano. A proporção do segmento “software não customizável” foi a maior, o dobro da média do ramo; 5,7%. Para os pesquisadores da UFPR, o cenário é promissor para o ramo de serviços de TI, já que a aquisição de software alavanca as empresas inovadoras.
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