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ToggleA Ericsson foi apontada como líder global do mercado de Radio Access Network (RAN) em 2026, segundo levantamento da Juniper Research. O ranking posiciona a fabricante sueca à frente de Nokia e Huawei, destacando sua atuação no desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial e sua participação ativa na evolução do ecossistema O-RAN.
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De acordo com a consultoria, a combinação entre eficiência energética, desempenho de rede e investimentos em AI-RAN foi determinante para a liderança da Ericsson. A tecnologia, que integra inteligência artificial à infraestrutura de acesso móvel, vem sendo apontada como uma das principais tendências para a evolução das redes de telecomunicações nos próximos anos.
Segundo Ardit Ballhysa, analista sênior da Juniper Research, a AI-RAN tem potencial para se tornar o próximo grande vetor de crescimento do mercado. No entanto, a adoção inicial deverá estar concentrada em aplicações voltadas à otimização operacional e à redução dos custos de operação das redes.
Software ganha espaço na disputa
O estudo mostra que o mercado de RAN passa por uma transformação significativa. Embora características como desempenho de rádio, Massive MIMO e eficiência espectral continuem sendo fatores importantes, os diferenciais competitivos migram cada vez mais para plataformas de software e serviços digitais.
Com redes mais orientadas por nuvem, as operadoras buscam fornecedores capazes de oferecer arquiteturas cloud-native, automação baseada em inteligência artificial, otimização contínua e ferramentas de gerenciamento do ciclo de vida da infraestrutura.
Nesse contexto, modelos como Cloud RAN e AI-RAN ampliam a relevância das plataformas tecnológicas, criando novas oportunidades para fornecedores tradicionais e também para novos entrantes.
Mercado se reorganiza
A pesquisa destaca ainda mudanças recentes no cenário competitivo. Entre elas estão a saída da Mavenir do segmento de hardware para RAN e a redução das iniciativas da NEC nesse mercado. Ao mesmo tempo, empresas emergentes começam a ganhar espaço com propostas centradas em software e inteligência artificial.
Um dos exemplos citados pela Juniper Research é a SynaXG, apresentada como uma fornecedora de AI-RAN totalmente nativa em nuvem. O movimento reforça a tendência de que a próxima fase de evolução das redes móveis será definida não apenas pelo hardware, mas pela capacidade de integrar inteligência artificial, automação e computação em nuvem à operação das telecomunicações.

