O PayPal divulgou hoje (5/8) sua pesquisa anual “Perfil do E-commerce Brasileiro 2021” que mostra crescimento de 23% no número de e-commerces no Brasil. O estudo foi realizado pela BigDataCorp, que analisou todos os sites do País em julho deste ano e comparou com o mesmo mês de 2020. O crescimento deste setor é maior que o do varejo físico, já que a quantidade de lojas presenciais abertas aumenta 10% ao ano.
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Os e-commerces já representam 9,4% da Internet brasileira, com 1,5 milhões de sites. Enquanto isso, 372 mil lojas estão em marketplaces e 611 mil estão em aplicativos de “every day spending”, como o iFood e o Rappi (neste caso, a maioria é do setor de alimentação e delivery).
Segundo Thoran Rodrigues, CEO da BigDataCorp, a taxa de crescimento do e-commerce foi bastante influenciada pelo comportamento do consumidor diante do isolamento social. No entanto, ainda há espaço para crescimento, já que apenas 6% dos varejistas brasileiros contam com um site de e-commerce.
A mudança do comportamento do consumidor também puxou o crescimento do número de visitas mensais de sites de médios e grandes varejistas. Por exemplo, a proporção de sites médios (com até 500 mil visitantes por mês) subiu para 9,9%, enquanto os grandes (mais de 500 mil visitas) passou para 6,6%. Como as lojas físicas tiveram de ser fechadas, os consumidores se voltaram aos sites dos principais varejistas do País.
A imensa maioria dos sites, no entanto, são os que tem menos de 10 mil visitas por mês, o que mostra que o consumo online ainda é mais nichada. Por isso, 75% dos e-commerces fatura até R$ 1 milhão por ano.
Tecnologia
O uso de plataformas para criar um e-commerce também cresceu e 68,8% dos sites utilizam alguma ferramenta fechada para vender. Apenas 12,9% preferem as plataformas abertas e 18,2% construíram seu próprio e-commerce. “Temos pouca variação das plataformas abertas, por causa de plataformas fechadas gratuitas. Além disso, as empresas têm mais escolha hoje e as são mais simples e integradas aos sistemas de backoffice, que facilitam o uso”, comenta Rodrigues.
Outro ponto de destaque é que os certificados SSL estão disseminados e 92,3% dos e-commerces já o usam, aumentando a segurança para o consumidor. Rodrigues destaca, no entanto, que isso foi impulsionado pelo Google, que pune os sites que não contam com o certificado e perdem destaque na ferramenta de busca.
Falando em Google, pouco mais da metade (52%) utiliza o Analytics da empresa ou algum similar para embasar estratégias. Mais de 60% dos sites oferecem pagamento com carteira virtual, como o próprio PayPal.
A quantidade de sites e-commerces hospedados no Brasil também aumentou. Se em 2020, 60% estavam nos Estados Unidos, hoje esse índice é de 45%, com 50% no Brasil. “O custo ficou mais caro e a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) também impactou, já que elas não estão seguras sobre o tráfego de dados de cliente entre países.
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