Economia Digital

A evolução dos meios de pagamentos: o que mudou nos últimos anos?

(Créditos: anyaberkut / iStock) 

Os meios de pagamento passaram por uma transformação profunda nos últimos anos. As mudanças foram impulsionadas principalmente pela digitalização dos serviços financeiros e pelo novo comportamento dos consumidores.

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Nesse cenário, alternativas como Pix, carteiras digitais, pagamentos por aproximação e até novos tipos de parcelamento ampliaram as opções para pessoas e empresas. Dessa forma, as transações ficaram mais rápidas e flexíveis.

Dinheiro em espécie, boletos e transferências bancárias tradicionais dominavam grande parte das operações financeiras. Hoje, boa parte dessas transações pode ser realizada diretamente pelo celular, em poucos segundos e a qualquer hora do dia.

A novidade também impactou o comércio. Negócios passaram a receber pagamentos mais agilmente, consumidores ganharam praticidade e novas tecnologias reduziram a dependência de processos burocráticos presentes em modalidades mais antigas.

Da burocracia à instantaneidade

A digitalização dos pagamentos começou até antes do Pix, com a regulamentação do setor de instituições de pagamento, que abriu espaço para o surgimento de novas soluções financeiras. Carteiras digitais e pagamentos online, por exemplo, ganharam espaço na rotina dos brasileiros.

A mudança se intensificou em 2020 com o lançamento do Pix. A possibilidade de realizar transferências e pagamentos instantaneamente, 24 horas por dia e sem depender dos horários bancários, alterou a forma como consumidores e empresas movimentam dinheiro.

De acordo com o Banco Central, o Pix movimentou R$ 35,36 trilhões ao longo de 2025, um crescimento de 33,6% em comparação com o ano anterior, quando o volume transferido somou R$ 26,46 trilhões.

O avanço também ocorreu na quantidade de operações. Foram 79,8 bilhões de transações em 2025, acima das 63,5 bilhões registradas em 2024, consolidando o Pix como o principal meio de pagamento utilizado pelos brasileiros.

“Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do Pix, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento, passando, de fato, a usar suas contas”, disse o diretor do BC, Renato Gomes.

Pix e variações

O Pix deixou de ser apenas uma ferramenta para transferências instantâneas e passou a incorporar novas funcionalidades. Entre elas está o Pix Cobrança, que funciona como uma alternativa ao boleto bancário. O Pix Agendado também ganhou espaço ao possibilitar que pagamentos e transferências sejam programados para datas futuras.

Outra novidade foi a criação do Pix Saque e do Pix Troco, modalidades que transformam estabelecimentos comerciais em pontos de retirada de dinheiro. A iniciativa ampliou o acesso ao dinheiro físico, especialmente em regiões com menor presença de caixas eletrônicos.

Mais recentemente, o sistema passou a oferecer recursos como o Pix por Aproximação, que permite realizar pagamentos apenas aproximando o celular do terminal compatível, além do Pix Automático, voltado para cobranças recorrentes. A integração com o Open Finance também ampliou as possibilidades de uso.

Novas formas de pagar ampliam a flexibilidade

A evolução dos pagamentos não ficou restrita ao Pix tradicional. Ao longo dos últimos anos, surgiram recursos voltados para diferentes necessidades, como pagamentos por aproximação, carteiras digitais, cobranças recorrentes e modalidades programadas para datas futuras.

Outro movimento importante foi a ampliação das possibilidades de pagamento utilizando crédito. Nesse contexto, parte do mercado passou a oferecer alternativas como parcelar boleto no cartão de crédito, permitindo que despesas originalmente previstas para pagamento à vista possam ser divididas em parcelas.

As carteiras digitais também ganharam espaço ao reunir diferentes meios de pagamento em um único ambiente. Essas soluções passaram a integrar transferências, compras online e autenticação digital, reduzindo a necessidade de utilizar dinheiro em espécie.

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