Na 11ª Conferência Anual de Inteligência Competitiva, Alex Leite, CEO da Lafis, afirmou que a análise de risco é essencial para que as empresas possam lidar com obstáculos e contorná-los sem grandes danos.
“Como compor um cenário de riscos para setores específicos reduzindo incertezas na tomada de decisão” foi o painel apresentado por Alex Leite, CEO da Lafis, na 11ª Conferência Anual de Inteligência Competitiva, realizada pelo IBC. O executivo iniciou a apresentação definindo que o papel da área de Inteligência Competitiva é fazer intuição e criar cenários para uma melhor tomada de decisão.
Ele indicou quatro fatores de riscos nas organizações: bloco financeiro, operacional, organizacional e estratégico. Segundo ele, este último, também conhecido como risco externo, é o principal para a equipe de IC. “É com ele que saem as principais informações para a tomada de decisão. O gerenciamento disso é imprescindível”, afirmou.
Leite detectou algumas barreiras na construção de cenários de risco, como a não definição formal do trabalho, a não designação de um analista próprio para a área e a não internalização da ideia de risco dentro da área de Inteligência Competitiva.
“Risco não se resolve só com tecnologia, as pessoas são fundamentais”, comentou o executivo ao falar que a visão externa também é importante para uma análise do macroambiente, da indústria e da cadeia produtiva. E os riscos detectados precisam ser qualificados e quantificados.
As organizações devem verificar a probabilidade e do impacto do risco para se antecipar e prevenir possíveis acontecimentos. “A análise dos caminhos críticos também agrega muito valor e os gestores têm de estar preparados para possíveis desvios de rota, o que sempre acontece”.
O palestrante finalizou o painel dizendo que os riscos são uma mistura de ameaça e oportunidades, “pois assim, as corporações ficam mais maduras diante de qualquer situação”.

