Análise Setorial

A inteligência e seus diversos ciclos

ImageArmelle Decaup, da DEFI Inteligência Competitiva, e Eliana Sampaio, da Cielo, discutiram o modelo do ciclo de Inteligência e chegaram a conclusão de que ele não é um padrão, podendo mudar de acordo com a realidade e os objetivos.

Na 11ª Conferencia Anual de Inteligência Competitiva realizado pelo IBC, Armelle Decaup, diretora da DEFI Inteligência Competitiva, comandou o painel “Ciclo ou Ciclos de Inteligência” que contou com a participação de Eliana Sampaio, diretora de desenvolvimento de novos negócios da Cielo, que mostrou o caso prático da companhia.

Armelle começou definindo o ciclo para se fazer inteligência em uma corporação. “Planejamento e Vigilância”, “Coleta”, “Proteção do conhecimento sensível”, “Fase Analítica”, “Disseminação” e “Mensuração”, formam, nessa ordem, a metodologia do modelo dinâmico, prático.

Eliana interveio e começou a contar sobre a adoção na Cielo. “Definimos os segmentos que seriam atingidos e segmentos que a companhia estava incipiente, para podermos começar uma ação. A nossa coleta de dados é disseminada de várias formas e fazemos análises e uma série de relatórios analíticos”, afirmou.

Segundo a executiva da DEFI, muitas vezes o ciclo não é praticado com a precisão apresentada. “Podemos iniciar pela coleta primária e secundária, com as informações já disponíveis. Com isso, vimos o panorama dos players, para proteger os negócios do cliente”.

Um outro trabalho para a Cielo foi iniciado pela “Análise”, com o mapeamento de informações qualitativas e quantitativas com o que possuíam dentro da companhia. “O resultado foi que conseguimos direcionamento de atuação com recuperação do faturamento”, informou Eliana.

Em outro caso, o trabalho começou pela “Disseminação”. Como já existiam produtos de inteligência e cada relatório apontava diversos Kits, foram gerados outros pontos de inteligências a partir desse portifólio. O exemplo dado foi o Dia das Mães, quando foi realizado um mapeamento histórico e depois disseminado para, a partir daí, fazer a inteligência para a data.

Armelle finalizou a apresentação dizendo que o modelo tradicional do ciclo é recomendado para as empresas iniciantes no trabalho de inteligência. As que já tem um trabalho desenvolvido podem começar de um outro ponto, “mas tudo tem que ser estrategicamente pensado”.

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