Economia Digital

A transformação digital no setor financeiro em 2026: o que muda para empresas e consumidores 

New Business Plan Setting Goals for the New Year 2026, businessman using laptop and tablet to strategize and develop the organization to grow to success in 2026, finding business opportunities.

A tecnologia deixou de ser apenas um apoio e se consolidou como uma tendência estrutural no setor financeiro. Há anos, inovações como pagamentos digitais, BaaS, automação de processos e inteligência artificial transformam como o mercado opera.

CONTEÚDO RELACIONADO – Ciberataques ao setor financeiro aumentaram 30% em 2024

Em 2026, a combinação entre regulações mais maduras, Open Finance e personalização cria um cenário em que serviços financeiros se tornam cada vez mais distribuídos. Assim, isso redefine tanto a estratégia das empresas quanto a relação dos consumidores com o dinheiro.

Consolidação do Embedded Finance

Integrando diretamente em plataformas como e-commerces, marketplaces e aplicativos de serviços, empresas passam a oferecer crédito, pagamentos, contas digitais e cobranças sem fricção.

Desse modo, transforma a jornada do usuário, reduz etapas e amplia a conveniência. Para as empresas, o modelo cria novas fontes de receita, aumenta taxas de conversão e aprofunda o conhecimento sobre o comportamento de consumo.

Novidades no Open Finance

Ao permitir o compartilhamento seguro de dados entre instituições autorizadas, mediante consentimento, o Open Finance amplia a concorrência e melhora a experiência do consumidor.

Em 2026, essa estrutura deixa de ser apenas regulatória e passa a gerar impacto direto na oferta de produtos financeiros. Isso porque, no final de novembro, o Banco Central anunciou a inclusão da portabilidade de crédito no Open Finance.

Na prática, isso significa que consumidores poderão transferir empréstimos pessoais entre instituições de forma totalmente digital, utilizando o ambiente padronizado do sistema financeiro aberto.

A medida, que passará a valer para o público em geral a partir de fevereiro, amplia o uso estratégico dos dados compartilhados e reduz etapas manuais que antes tornavam o processo mais lento e complexo.

Com isso, o prazo para a conclusão da portabilidade tende a ser menor, enquanto a troca estruturada de informações entre bancos e fintechs aumenta a precisão das análises. O objetivo é ampliar a concorrência e permitir que consumidores encontrem condições mais vantajosas, como juros menores ou parcelas reduzidas.

Pix preditivo

O Pix segue ampliando seu papel no sistema financeiro, e, em 2026, a tendência é a incorporação de camadas de inteligência preditiva. Isto é, a utilização de dados de movimentação em tempo real para qualificar ofertas financeiras e torná-las mais assertivas.

Assim, a integração entre o Pix e os motores de crédito permite que empresas identifiquem o momento mais adequado para disponibilizar crédito.

Com base em fluxos financeiros atualizados, as decisões deixam de depender apenas de históricos estáticos e passam a refletir o comportamento real do cliente. Portanto, aumenta as taxas de conversão e contribui para a redução de riscos operacionais.

BaaS como infraestrutura estratégica

Por meio do BaaS (Banking as a Service), empresas não financeiras conseguem oferecer soluções bancárias sob sua própria marca, apoiadas em uma infraestrutura regulada, escalável e operada por parceiros especializados.

Logo, esse modelo viabiliza contas digitais, cartões e pagamentos, reduz barreiras de entrada e amplia a competitividade.

Com a centralização dos grandes bancos e a redução de agências físicas, o BaaS preenche lacunas deixadas no atendimento a pequenas e médias empresas, nichos regionais e cadeias produtivas específicas. Entre os principais benefícios, estão:

  • diversificação de receita, com tarifas, juros e parcerias;
  • maior fidelização de clientes;
  • expansão de mercado e inclusão financeira;
  • uso de dados para personalização;
  • inovação e testes em tempo real.

Como a infraestrutura digital redefine o setor financeiro

Com jornadas mais fluidas, ofertas personalizadas e maior transparência, o sistema financeiro avança para um formato mais descentralizado e competitivo, no qual a proximidade com o cliente e o uso estratégico de dados se tornam os principais diferenciais.

Para os consumidores, isso significa mais autonomia, processos digitais simplificados e acesso a ofertas financeiras mais alinhadas ao próprio perfil.

Participe das comunidades IPNews no InstagramFacebookLinkedIn 

Newsletter

Inscreva-se para receber nossa newsletter semanal
com as principais notícias em primeira mão.


    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *