Segundo entidade, os provedores de acesso à internet são os atores ideais para a parceria com a Telebrás no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Abranet cria espaço no Futurecom para discussão do PNBL
Presidente da Abranet defende fim dos provedores "monolíticos"
Segundo Eduardo Parajo, presidente da Associação Brasileira dos Provedores de Acesso (Abranet), há mais de 2100 licenças SCM (serviço de comunicação multimídia) emitidas pela Anatel, categoria na qual se encaixam os provedores de acesso.
O executivo defende que essas empresas seja inseridas no PNBL com players viabilizadores da conexão na casa do usuário, uma vez que são elas as precursoras da internet no brasil, em meados da décadas de 90.
“Os provedores de acesso à internet conhecem o Brasil; já fizeram o papel de ‘educadores da internet’, ensinando usuários a configurarem computadores e conexões, além da navegação na internet; e podem entregar um vasto conteúdo e serviços”, diz Parajo.
Para acompanhar a precificação estipulada pela Telebrás, estatal responsável pela implementação da infraestrutura do PNBL em todo o país, de R$ 35 a conexão de 512 kbps, Parajo diz que os provedores de acesso precisam de apoio na forma de incentivo fiscal (redução de impostos) e financiamento (para aquisição de equipamentos).
Em palestra na Futurecom, ele também salientou que a regulamentação do PNBL precisa evitar a verticalização do setor (com operadoras fazendo o provimento da infraestrutura e a gestão da conexão); estabelecer mecanismos de controle e qualidade; e determinar a não discriminação de conteúdo de rede.

