32% dos pais não observam hábitos dos filhos.
De acordo com um estudo realizado pela Fundação Telefônica Vivo e apresentado na sede do Minicom (Ministério das Comunicações) nesta sexta-feira (28) por Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, e Antonio Carlos Valente, presidente do grupo Telefônica, a internet é utilizada por 75% dos jovens e crianças brasileiros com idades entre 10 e 18 anos e por 47% das crianças de 6 a 9 anos.
Em parceria com o Fórum Gerações Interativas, Ibope e a Escola do Futuro (USP), a instituição pesquisou o comportamento da geração dos “nativos digitais” diante de quatro telas: TV, celular, internet e videogames. A coleta de dados aconteceu entre 2010 e 2011 e contou com 18 mil crianças e jovens, com idades entre 6 e 18 anos. “Realizamos um estudo representativo para promover o uso responsável das Tecnologias de Informação e Comunicação”, afirma Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo.
A pesquisa revela que mais da metade dos entrevistados possuem computadores e celulares. Cerca de 50% das residências com crianças de 6 a 9 anos têm computador e 38% desse público têm celular, enquanto na população de jovens e adolescentes (10 a 18 anos), o número de computadores chega a 60% e o de celular 74,7%. Já os videogames são utilizados por 78,7% crianças e 62,4% adolescentes, enquanto o índice de penetração da TV nos lares com crianças é de 94,5%, e na dos jovens é de 96,3%.
De acordo com o estudo, os adolescentes brasileiros são capazes de realizar, simultaneamente, atividades e tarefas diferentes, principalmente em frente à TV. Pelos menos 71% dos jovens comem, 37% conversam com a família, 34% estudam, 25% falam ao telefone e 18,2% navegam na Internet e desse público, 34,5% não desligam o celular e 56,8% mantém os aparelhos ligados nas salas de aula.
Um dado considerado preocupante pela Fundação é que 32% dos pais não observam a navegação dos filhos na Internet e 40% dos jovens afirmaram que os professores não utilizam a web em aula e apenas 11% aprenderam a navegar com um educador e cerca de 64% dos entrevistados aprenderam a usar a rede sozinhos. Segundo Brasilina Passarelli, coordenadora científica da Escola do Futuro, a conectividade é uma das principais características dessa geração. “Trata-se de uma geração nascida a partir do final da década de 1990, período em que no Brasil as TICs já se encontravam instaladas e arraigadas na vida cotidiana das famílias e, em maior ou menor grau, também nas escolas”, observa.
A pesquisa está disponível para download no site da Fundação Telefônica, inclusive com versão para tablets.

