Análise Setorial

Acordo para pagamento de condomínio atrasado cresce 32% em SP

Lello registra por mês 1,9 mil cotas quitadas sem necessidade de ação judicial ou protesto do título, contra 1,4 mil há dois anos.

 

O número de acordos amigáveis para pagamento de quotas de condomínio atrasadas na cidade de São Paulo cresceu 32% nos últimos dois anos. É o que aponta levantamento da Lello, empresa de administração de condomínios no Estado.

Neste ano, até setembro, a administradora registrou média mensal de 1.903 boletos em atraso que foram quitados pelos moradores sem necessidade de ações judiciais de cobrança ou de protesto do título. Em relação a 2009, quando a média de acordos firmados por mês foi de 1.567, o aumento é de 21,4%.

Já o número médio de ações de cobrança de condomínios atrasados caiu de 81 por mês em 2008 para 67 neste ano. Em relação ao ano passado, que teve média de 63 ações judiciais por mês, o número é considerado estável.

Entre 2009 e 2010, após a entrada em vigor da legislação estadual que permite inscrever condôminos devedores em serviços de proteção ao crédito, a Lello protestou, por solicitação dos síndicos, apenas 130 títulos de condôminos com quotas em atraso, o que representa 0,2% do total de apartamentos existentes nos condomínios de sua carteira.

“O diálogo tem prevalecido, e é salutar que seja assim. Mas é fato que após a lei do protesto, o total de acordos para quitar cotas amigavelmente aumentou, ao mesmo tempo em que observamos uma queda no ajuizamento de ações de cobrança”, afirma Carlos Henrique, gerente do Departamento de Cobrança da Lello Condomínios.

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