Levantamento mostra que relacionamento é principal foco da inscrição em sites como Orkut, Twiiter e Facebook.
Uma pesquisa de mapeamento da Internet, realizada para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e concluída em janeiro de 2010, aponta que 83% das empresas não têm cadastro em redes sociais, e as que o possuem, optam principalmente por Orkut, Twitter ou Facebook. A pesquisa teve como foco micro e pequenas empresas.
Segundo a superintendente de marketing da ACSP e especialista em marketing digital, Sandra Turchi, as instituições financeiras são as empresas que mais participam das redes sociais, contando com a adesão de 26% das companhias. “Em contrapartida, o comércio varejista é o que faz menos uso da plataforma, contando com 12% das empresas”, argumenta.
Em relação ao porte das empresas que apresentam cadastro em redes sociais, quase 1/4 das pequenas empresas o possuem. “Embora ainda seja um número incipiente, seu potencial é imenso. Cada vez mais, o pequeno e médio empreendedor percebe a importância da web 2.0 para seu negócio e o retorno que pode apresentar no seu dia a dia”, aponta Sandra.
Segundo a pesquisa, das 376 micro empresas entrevistadas, apenas 14 possuíam cadastro em rede social. Já das 95 pequenas empresas questionadas, 24 participam de alguma comunidade virtual.
Orkut, Twitter e Facebook são, respectivamente, as plataformas preferidas entre as empresas, tanto no setor de serviços como as PMEs. Para a especialista, “o Orkut já é velho conhecido dos brasileiros e o Twitter vem crescendo, exponencialmente, devido à sua praticidade e rapidez”. Sandra, também destaca o potencial do Facebook, a rede mais utilizada no mundo, pelo fato de sua plataforma unir ferramentas comuns ao Orkut e ao Twitter, cuja tendência é que seu uso cresça ainda mais.
De acordo com ACSP, o relacionamento com o cliente é visto como prioridade na utilização das plataformas 2.0 pelas empresas, seguido do acesso a novos clientes e da busca de informações de mercado. Sandra explica que, na realidade empresarial dos dias atuais, "abrir canais de comunicação com os clientes e o público é fundamental para a sobrevivência das companhias, pois se elas não fizerem isso, o cliente vai procurar outros canais para expor suas insatisfações".
Para a especialista, o bom relacionamento com os públicos reflete diretamente na imagem da empresa, ajudando a estreitar os gaps entre discurso e imagem, ou seja, entre o que se diz e o que é percebido. “Além disso, com as possibilidades de segmentação que as redes sociais proporcionam, elas se tornam canais altamente propícios para efetuar pesquisas de mercado, de público-alvo, lançamento de novos produtos e afins”. A pesquisa mostra que das 87 entrevistadas, 64 das empresas usam a rede social para ter relacionamento com os clientes, 31 para conseguir novos clientes 18 para estudar o mercado atual.
O levantamento mostra que apesar de poucas empresas terem seus cadastros nas redes sociais, mais da metade das pesquisadas, 51% já procura monitorar o que é dito sobre elas na web. Daquelas que fazem esse monitoramento, em 61% dos casos, isso é feito internamente por um profissional de marketing, de outra equipe ou pelo proprietário. Isto é feito diariamente (27% dos casos) ou semanalmente (41%).
“No entanto, 68% admitem não responder aos comentários feitos sobre elas nas redes sociais", detalha Sandra. “Isso não é de todo ruim, pois, nas redes sociais é importante ter muito cuidado e saber como atuar. Não é indicado ter uma atitude invasiva. O ideal é monitorar e responder a alguma solicitação ou queixa diretamente ao cliente, fora da rede, pois muitas vezes ele mesmo retorna àquela rede para fazer elogios sobre a atuação da corporação”, finaliza Sandra.
A pesquisa foi realizada mediante 500 entrevistas com gestores de empresas de todos os segmentos em São Paulo. Dos pesquisados, 47% eram donos/proprietários das empresas, 45%, gerentes e oito por cento, diretores e superintendentes, sendo e micro, pequenas, médias e grande empresas.

