Companhia comprou empresas e se reposicionou no mercado para aproveitar oportunidades de novos negócios
O ano de 2023 foi marcante para a integradora Add Value que conseguiu, pela primeira vez, atingir a casa da centena de milhões em faturamento. Foram R$ 145 milhões em receita, aumento de 84% em comparação com o ano anterior. Apesar de metade desse valor ter sido alcançado com projetos de infraestrutura, a aposta em ofertas de nuvem foi o diferencial para apoiar este crescimento.
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A Add Value adquiriu a HashCloud no ano passado, o que trouxe uma equipe certificada em Amazon Web Services (AWS) para integrar o time da companhia. Com isso, a companhia conseguiu fechar negócios mais abrangentes, podendo atender projetos híbridos, que contemplam infraestrutura local com nuvem pública.
Thiago Spósito (foto acima), diretor de Novos Negócios da integradora, explica que a companhia defende que o modelo híbrido é o melhor dos mundos. Uma pesquisa feita pela HFS Research em parceria com a IBM Consulting, divulgada no ano passado, mostra que 95% dos líderes de grandes empresas se arrependeram por “gastar muito” em serviços de nuvem. Isso aponta que a infraestrutura local ainda tem seu apelo dentro de companhias.
“O data center convencional trouxe problemas de gerenciamento”, lembra Spósito. A questão é que a nuvem não foi a solução para todos os desafios como se esperava, o que abre espaço para estratégias de nuvem híbrida na visão da Add Value. “Ainda hoje muita gente está adotando data centers hiperconvergentes ou expandindo suas infraestruturas”, complementa o diretor.
Mas não foi só essa estratégia que garantiu o recorde de faturamento da integradora. Além da incorporação da HashCloud, a companhia também adquiriu a Tradesys, uma parceira de nível platinum da Citrix, além de criar uma área de desenvolvimento para atender projetos de integração de tecnologias de clientes. “Ainda, projetos represados em 2022 foram desengavetados e implementados, mostrando o impulso que tomamos nos últimos anos”, diz.
Governo foi destaque
Uma surpresa para a integradora foram os projetos fechados com o setor público em 2023. Apostando em licitações de médio aporte, as quais Spósito diz que abrem mais brechas para serviços de consultoria de projeto, a Add Value acabou vendendo muito para órgãos públicos, sempre atendendo demandas por infraestrutura e cibersegurança.
“Nós escolhemos muito bem nossas batalhas e decidimos não brigar por preço, como é comum em licitações maiores. Com isso, os projetos estaduais são os mais frequentes”, explica. Um exemplo é o do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que acabou puxando outros contratos através de atas de serviços, que aproveitam licitações já prontas para acelerar o processo de contratação para serviços públicos.
Expectativas
As perspectivas da Add Value para 2024 são otimistas e já no início do primeiro trimestre a companhia prevê uma aceleração nas vendas e projeta faturar R$ 200 milhões no ano. Além disso, a marca prevê aumentar a capilaridade com a criação de novos escritórios nas regiões Centro-Oeste, Sul, Triângulo Mineiro e interior de São Paulo.
Atualmente, a companhia possui quatro regionais – Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF) – além da matriz em São Paulo (SP) e pretende inaugurar mais duas no Sul e Nordeste do Brasil. Spósito adianta que já há um representante da companhia em Porto Alegre (RS) estudando o mercado.
“Para 2024 vamos integrar todos os logos e tornar a Add Value um turn key leader no Brasil e na América Latina”, diz o executivo. A meta é para que os clientes enxerguem a Add Value cada vez mais como uma consultoria do que apenas uma integradora de tecnologia, mostrando que o nome da companhia não é apenas uma marca.
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