Segurança

Adoção da IA já amplia riscos e impulsiona ciberataques

Artificial intelligence AI research of robot and cyborg development for future of people living. Digital data mining and machine learning technology design for computer brain communication.

Os especialistas da Check Point Software afirmam que, em 2026, a segurança online já não depende apenas do comportamento do usuário, mas de como a própria inteligência artificial (IA) é projetada, governada e protegida. Com a IA integrada a quase todas as interações digitais, o desafio atual é como utilizá-la de forma responsável diante da expansão da superfície de ataque que afeta empresas e indivíduos.

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A companhia destaca que a adoção massiva da IA generativa (GenAI) transformou essa tecnologia em uma aliada diária, capaz de influenciar decisões e manipular dados críticos. No entanto, essa integração traz riscos de exposição de informações críticas. Cerca de 90% das organizações no mundo que utilizam ferramentas de IA generativa foram afetadas por consultas (prompts) de alto risco. De fato, um em cada 27 prompts de IA generativa, enviados a partir de redes corporativas, representou alto risco de vazamento de dados críticos.

Quais os riscos do uso da IA

A seguir, os especialistas da companhia apresentam três tendências críticas que estão moldando o novo cenário da cibersegurança:

  • Engenharia social avançada: a IA permite criar golpes de phishing muito mais convincentes e personalizados, que imitam vozes confiáveis.
  • Ransomware automatizado: os ataques de ransomware no mundo aumentaram 60% em dezembro de 2025 em comparação ao ano anterior, graças à capacidade da IA de acelerar a extorsão.
  • Infraestrutura de IA como alvo: uma análise realizada pelos especialistas e incluída no Relatório de Cibersegurança 2026 da Check Point Software examinou aproximadamente 10.000 servidores do Model Context Protocol e detectou vulnerabilidades de segurança em 40% deles, demonstrando que a infraestrutura de IA já faz parte da superfície de ataque. Proteger os processos de IA, os modelos e os fluxos de dados agora são tão importantes quanto proteger dispositivos finais ou redes.

De acordo com os especialistas, a IA está se tornando uma parceira na forma de aprender, trabalhar e se conectar, mas a confiança na tecnologia deve ser construída de maneira crítica, não assumida automaticamente.

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