O Enterprise Cloud Index – ECI (Índice de Nuvem Empresarial), estudo feito pela Vanson Bourne encomendado pela Nutanix, revelou uma expectativa de aumento em 12 vezes da adoção de multicloud híbrida no período de um a três anos entre empresas brasileiras. Isso significa um salto da estratégia de nuvem, passando dos atuais 5% de corporações que usam para 60%.
A adesão deve ser uma resposta das empresas para as demandas atuais, como a pressão por soluções de inteligência artificial (IA) e cibersegurança. Leonel Oliveira, country manager da Nutanix Brasil, explica que as simplificações na integrações entre as nuvens também devem facilitar a adesão ao multicloud, ajudando na jornada digital das empresas.
Outro dado mostra que 90% das empresas brasileiras já estão implementando a abordagem “cloud-smart” para sua estratégia de infraestrutura, o que significa usar dados para decidir onde (qual nuvem ou on premises) determinada aplicação vai rodar. Para isso, Oliveira diz que se leva em conta performance e segurança, com cálculos sendo traçados por ferramentas, inclusive sendo possível automatizar decisões com base em regras de negócio, como o custo.
Um terço das empresas brasileiras já implementaram um ambiente de nuvem híbrida ou multicloud híbrida e 45% dizem que a TI híbrida é uma prioridade máxima. Oliveira ainda aponta que as empresas brasileiras enxergam a infraestrutura em nuvem como uma proteção contra ransomware.
Inteligência artificial
A implementação da estratégia de IA é uma prioridade máxima do C-level. Os entrevistados no Brasil mencionaram o tema com mais frequência (60%) como uma prioridade para os CIO/CTO em suas organizações. Ainda, 83% afirmaram que as suas organizações planejam aumentar o investimento no apoio à estratégia de IA, enquanto 81% apontaram que o aumento de investimento inclui análise de dados, uma área tecnológica relacionada.
No entanto, as empresas ainda não sabem para onde ir quando perguntadas sobre a estratégia de IA. Em conversas com clientes, Oliveira diz que lhes falta uma visão clara do que fazer, por isso a recomendação é aprender com os casos de uso antes de decidir, levando em conta a necessidade de infraestrutura com maior capacidade para rodar os algoritmos.
Isso explica porque 32% dos entrevistados no Brasil afirmam que a execução de aplicações de IA na infraestrutura de TI atual constitui um desafio significativo. Além disso, mais de 90% dos entrevistados no Brasil concordaram que a privacidade dos dados será uma preocupação às suas organizações, especificamente devido à adoção da IA.
Segurança
Os inquiridos do ECI no Brasil identificaram o aumento dos investimentos para prevenção contra ransomware/malware como a sua prioridade número um – seguido pelo investimento em estratégia de IA e análise de dados. A maioria (86%) dos entrevistados brasileiros disse que planeja aumentar seus orçamentos para soluções de prevenção de ransomware. Essa taxa de aumento de investimento entre os entrevistados brasileiros foi a mais alta entre as nove categorias classificadas, incluindo estratégia de IA (83% planejam aumentar) e análise de dados (81% estudam ampliar).
No Brasil, 81% dos entrevistados disseram ter sofrido pelo menos um ataque de ransomware nos últimos três anos. A maioria (69%) conseguiu restaurar totalmente as suas operações em horas ou dias, enquanto 14% relataram necessitar de várias semanas para restaurar totalmente as operações após o ataque. Menos de um terço das organizações no Brasil e nos grupos de resposta globais e nas Américas conseguiram se recuperar em poucas horas.
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