Especialistas do setor afirmam que as novas tecnologias não servirão apenas para criar novos empregos, como também a ajudar na proteção do clima.
Tendo como base um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o ministro alemão da economia, Rainer Bruederle, anunciou que o Executivo pretende investir 40 bilhões de euros (R$ 102,9 bilhões, ao câmbio atual) em banda larga, nos próximos anos, dentro de um plano estratégico para as tecnologias de informação, que será apresentado em meados de 2010.
O setor de informática "pode ser um aliado para o desenvolvimento econômico e compensar a ameaça de perda de empregos em outros ramos", disse o político. De acordo com um estudo encomendado pela Confederação das Indústrias Alemãs (BDI), as novas tecnologias poderão gerar 400 mil novos postos de trabalho na maior economia europeia até 2014. "A integração das tecnologias de informação e comunicação na indústria e na sociedade são decisivas para o nosso futuro", explicou Hans-Peter Keitel, presidente da BDI.
Segundo dados da Associação das Tecnologias de Informação (Bitkom), nos últimos cinco anos surgiram 100 mil novos empregos na Alemanha, nos setores de produção de software e consultoria, e nos próximos cinco anos o cenário deve ser idêntico. Os especialistas do setor vão além e garantem que as novas tecnologias não só criarão novos empregos, como também ajudarão a proteger o clima, um dos temas mais importantes do momento.
Um estudo da Boston Consulting, apresentado por ocasião da Conferência do Clima, da ONU, que acontece em Copenhague, Dinamarca, afirma que as novas tecnologias podem ajudar a reduzir em 25%, até 2020, as emissões de dióxido de carbono, associadas ao aquecimento global.
O mesmo documento explica que, embora no setor das novas tecnologias a redução direta de emissões de CO2 não seja relevante, estas têm um impacto considerável na diminuição dos gases que intensificam o efeito estufa na construção civil, logística e indústria energética, por exemplo.
Para especialistas brasileiros, a questão climática também pode influenciar a definição do plano nacional de banda larga do Brasil.

