Trend Micro aconselha usuários a usarem sempre seus próprios dispositivos.
No próximo ano, os cibercriminosos agirão com ainda mais persistência e sofisticação, conforme o mundo passa de uma era dominada pelos desktops para uma na qual a mobilidade e a computação em nuvem predominam, como mostra um estudo realizado pela rede global de pesquisadores e analistas de ameaças da Trend Micro. Como faz anualmente, a companhia divulgou seu relatório contendo as previsões de ameaças para 2012. Baseado nas pesquisas realizadas nos laboratórios do mundo todo, o material antecipa a ação dos cibercriminosos e mostra como o ambiente virtual deve se comportar no próximo ano.
Segundo os especialistas, o verdadeiro desafio para os proprietários de data centers será a complexidade para proteger os sistemas físicos, virtuais e na nuvem. Embora os ataques direcionados especificamente para máquinas virtuais (VMs) e serviços de computação em nuvem continuem sendo uma possibilidade, os invasores não terão a necessidade imediata de recorrer a eles, uma vez que os ataques convencionais continuarão eficazes nestes ambientes. As plataformas virtuais e na nuvem são igualmente fáceis de atacar, mas mais difíceis de proteger. O ônus, assim, recairá sobre os administradores de TI, que terão de proteger os dados críticos da empresa quando elas adotarem estas tecnologias.
Outro ponto levantado pelo estudo é a crescente consumerização, que traz cada vez mais os dispositivos pessoais dos funcionários para dentro do ambiente profissional, aumentando o risco de ocorrer incidentes de segurança e de violação de dados, já que esses dispositivos, que armazenam e acessam as informações corporativas, não são totalmente controlados pelos administradores de TI das companhias.
Os especialistas também alertam para as ameaças direcionadas às plataformas móveis, que geralmente circulam na forma de aplicativos maliciosos. A partir de agora, a Trend Micro avalia que os cibercriminosos irão atrás de aplicativos legítimos, encontrando vulnerabilidades ou erros de codificação que possam levar à exposição de dados ou roubo.
Grupos online, como Anonymous e LulzSec, ganharam destaque em 2011, visando companhias e indivíduos por várias razões políticas. De acordo com a pesquisa, esses grupos deverão ganhar ainda mais motivação em 2012, tornando-se mais habilidosos tanto em penetrar nas organizações quanto em evitar sua descoberta pelos profissionais de TI e pelos órgãos legais.
Para finalizar, a empresa afirma que os jovens acostumados com as redes sociais têm uma atitude diferente em relação à proteção e ao compartilhamento de informações. Eles são mais propensos a revelar informações online para uma audiência mais ampla, além de seus amigos. Com o tempo, pessoas preocupadas com sua privacidade se tornarão uma minoria – uma perspectiva ideal para invasores.

