Negócios

Alta no consumo de nuvem abre mercado para processadores EPYC da AMD

Segundo números do Gartner, o mercado mundial de Infraestrutura como Serviço (IaaS) cresceu 41,4% em 2021, totalizando US$ 90,9 bilhões. O avanço dessa opção tem feito os negócios de processadores para servidores da AMD ganhar mais espaço no mercado, mesmo com um investimento cada vez menor das empresas em data centers on premises.

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O AMD EPYC, marca utilizada pela desenvolvedora de processadores, faz parte da infraestrutura de todos os maiores provedores de serviços de nuvem, afirma Alexandre Amaral, diretor de Vendas para Nuvem e Data Center da AMD. “Google Cloud, Microsoft Azure, AWS, Oracle Cloud, IBM Cloud, entre outros, são parceiros da AMD”, diz o executivo. 

Ele explica que isso acontece porque o EPYC ajuda os provedores de nuvem a atingir as necessidades de desempenho exigidas por clientes. De acordo com Amaral, o processador da AMD é mais performático e tem o maior TCO do mercado, apresentando melhor performance por core e por soquete. “EPYC traz mais vantagem”, afirma. 

No entanto, os usuários da infraestrutura em nuvem não costumam saber quais as características técnicas das instâncias contratadas. O diretor aponta que alguns provedores de nuvem chegam a oferecer instâncias exclusivas com o uso de EPYC ao cliente final, algo que a AMD quer trabalhar com mais provedores para fortalecer a marca. 

Mercado corporativo e crise de semicondutores 

O crescimento do mercado de nuvem, no entanto, não exclui o mercado corporativo da AMD. Amaral, que assumiu seu cargo há cerca de um ano, tem o desafio de levar a solução para o Enterprise e as pequenas e médias empresas (PMEs) do Brasil. 

A carta na manga é a produção nacional de processadores EPYC no País, que começou entre o final de 2020 e começo de 2021. Parcerias foram formadas com fabricantes O&M, como a Dell, Supermicro e Lenovo, que colocam a solução em seus servidores. Isso permite maior competitividade no mercado local e acesso a linhas de crédito do Finame, por exemplo. 

Segundo ele, a crise na cadeia de semicondutores não deve ser um problema para o crescimento da empresa no Brasil. Ele afirma que, hoje, a demanda e oferta por soluções EPYC estão estáveis e que não há atrasos em entregas para clientes. Prova disso é que a AMD conseguiu triplicar sua receita global nos últimos dois anos, tendo o trabalho de garantir que fosse possível atender toda a demanda. 

 

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