Futurecom 2014

Amdocs lança solução de gestão de rede virtualizada

Orchestrator fará parte de um tripé que inclui a operadora, principal usuária da solução, e de um fornecedor de equipamento (físico ou hardware, como queiram) que deve funcionar nos padrões internacionais de NFV

A norte-americana Amdocs aproveitou a Futurecom para o lançamento mundial de sua plataforma de virtualização de funções de rede (NVF), chamada de Amdocs Network Cloud Service Orchestrator. Com o lançamento, a empresa reforça a transformação pela qual vem passando nos últimos anos. Anteriormente identificada somente pela oferta de billing, a corporação construiu um portfólio amplo, que pode ser concentrado em soluções de sistemas de suporte à operação (OSS) e de suporte a negócios (BSS) e de controle de rede.

No caso do NFV, o posicionamento é na oferta de uma solução de gestão. Com isso, o Orchestrator fará parte de um tripé que inclui a operadora, principal usuária da solução, e de um fornecedor de equipamento (físico ou hardware, como queiram) que deve funcionar nos padrões internacionais de NFV.

Esse cenário, aliás, começou a ser desenhado pelo acordo com a AT&T, uma das principais operadoras dos Estados Unidos, que vai utilizar o Orchestrator, da Amdocs, em conjunto com os equipamentos da Juniper. A operadora tem um programa específico de NFV em andamento.

De uma maneira bem simplificada, uma plataforma como o Orchestrator é como um bilhete de passagem da gestão de rede do mundo físico para o universo das nuvens ou cloud. O sistema coleta e analisa vários dados dos elementos de rede e os disponibiliza para a operadora, o que permite, entre outras coisas, ativações mais rápidas e com menos complexidade.

Essa flexibilidade, por outro lado, facilita a vida dos usuários finais, que podem comprar serviços de forma quase que de forma personalizada. E mais importante: por meio de interfaces amigáveis, tipo um portal de compras na internet. Com aplicativos de big data – e a Amdocs também entrou nessa seara – as operadoras podem, inclusive, ter o entendimento mais amplo dos dois extremos: da rede e, ao mesmo tempo, dos padrões de comportamento de seus clientes. E cruzá-los.

Um exemplo prático que talvez resuma a solução de gestão de NFV da Amdocs é a estimativa de ativação de um novo serviço para clientes corporativos. A modelagem da oferta envolveria cinco dias, mas a ativação poderia ser feita em 7 minutos. Nesse último tempo, o potencial usuário já teria comprado a produto e estaria usando os recursos em menos de 10 minutos. Muito longe da contratação atual de um aumento de banda, por exemplo.

Mas há resistências ao NFV e a Amdocs tem mapeado as principais delas. De acordo Nelson Wang, vice-presidente regional da Amdocs para a América Latina, o principal inibidor para maior adoção do NFV é a percepção – pelas operadoras – da falta de ferramentas de gerenciamento nas soluções de NFV. Ou seja, para a Amdocs e para outros players focados em gestão de virtualização de funções de rede, a informação é positiva.

A falta de padrões é a segunda maior barreira e tem sido endereçada nos fóruns do setor. Já a avaliação sobre a provável complexidade da evolução da rede, com adoção NGV, é outro ponto que os players do ramo vão precisar descomplicar.

Wang avalia que o NFV tem uma perspectiva positiva de adoção em função dos vários benefícios que agrega, inclusive a proposta modular oferecida pela maior parte dos players do setor. E em termos de crescimento, a nova tecnologia apresenta números impressionantes: as receitas oriundas do NFV devem chegar a US$ 273 milhões nesse ano, de acordo com a consultoria Analysys Mason, atingindo os US$ 2,4 bilhões em 2018. Ou seja, um salto de 73% no período.

 

 

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