A empresa juntou a sua experiência em billing, CRM e redes com a expertise em soluções financeiras da Utiba (adquirida por ela em março de 2014) para avançar na oferta de serviços de mobilidade financeira.
Sem aplicação oficialmente implementada no Brasil ainda, a Amdocs negocia com operadoras de telefonia móvel e traz como exemplos casos de sucesso em outros locais do mundo, como a Índia, onde o aspecto social da bancarização foi o maior apelo da tecnologia de mobilidade financeira; formatando um padrão que ela espera repetir em outros países em desenvolvimento, como o Brasil.
“Metade da população economicamente ativa no Brasil (55 milhões de pessoas) não possui conta bancária. Em contrapartida, há mais de 280 milhões de celulares ativos no país, o que comprova que a penetração da telefonia móvel está muito acima da bancarização e isso valida um mercado gigantesco para as soluções de mobilidade financeira”, diz Nelson Wang, vice-presidente da Amdocs para América Latina e Caribe.
O sistema da Amdocs, denominado Mobile Financial Service, possibilita o pagamento de contas a partir de uma carteira móvel de assinantes. Esse conceito, segundo Wang, nada mais é do que um sistema único, que permite armazenar virtualmente dados de todos os ativos financeiros do assinante, como salário, benefícios, cartões de crédito e débito, cupons de desconto, etc. Assim, no momento do pagamento, a tecnologia acessa a conta do usuário, o crédito que
será usado e debita o valor, disponibilizando essas informações tanto no aplicativo do celular do cliente quanto num software instalado no estabelecimento comercial. Já há aplicativo para IOS e Android.
Na Índia, a solução foi implantada pelo SBI, que é um banco do setor público, e pela BSNL, prestadora de serviços públicos, para ajudar o governo indiano a atingir a meta de beneficiar 75 milhões de famílias sem acesso bancário. Essas pessoas poderão fazer transferências, pagamento de contas e até recarregar os créditos do celular online. “Para o Brasil, as possibilidades de aplicação são imensas, inclusive com benefícios sociais do Governo, onde, ao invés do cidadão ir até uma agência bancária, enfrentar fila, sacar o dinheiro e correr o risco de ser assaltado, ele recebe o valor em crédito na sua carteira móvel e usa para pagar as contas, fazer transferências e compras pelo celular”, diz Nelson Wang.
De acordo com dados cruzados pela Amdocs, a exclusão bancária que afeta metade da população economicamente ativa movimentou cerca de R$ 665 bilhões em 2013 (Dados do Banco Mundial). Uma outra pesquisa da GSMA avalia que, entre 2014 e 2020, a penetração de smartphones no mercado Brasileiro saltará de 32% (atuais) para 68%. Já as compras pela internet através de tablets e smartphones crescerá cerca de 46% ao ano entre 2013 e 2016 no Brasil, onde mais de 10% do comércio eletrônico já aconteceu por meio de dispositivos móveis, segundo pesquisa da Criteo em dezembro do ano passado. “As soluções de mobilidade financeira estão diante desse mercado, onde os bancos podem aumentar sua penetração e as operadoras ampliar a sua oferta de serviços”, finaliza Wang.

