A American Tower, fonecedora de infraestrutura para telecomunicações, apresentou seus principais avanços em Internet das Coisas (IoT) realizados em projetos no Brasil para o LoRaWAN World Expo, evento mundial que reúne líderes do setor de IoT de todo o mundo. Realizado em Paris, na França, esta semana, o evento foi uma oportunidade para a empresa falar sobre o modelo de rede neutra adotado no Brasil.
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O modelo habilita prestadores de serviço de telecomunicações e provedores de solução a complementarem seus portfólios de conectividade para Internet das Coisas com custo-benefício competitivo, possibilitando a rápida escala para diversos casos de uso no país. A American Tower destaca que tem habilitado projetos em diversas verticais e locais do Brasil, vendo que o modelo de rede neutra é um elemento viabilizador, ainda mais quando combinado com ecossistema diverso fim a fim na cadeia de valor.
A empresa defende que a rede neutra permite que múltiplos prestadores compartilhem uma mesma infraestrutura de forma eficiente e racional, sem duplicação de investimentos e podendo focar no atendimento e necessidades de seus respectivos clientes finais.
Desde o lançamento da rede, em 2019, mais de cinco bilhões de mensagens foram transmitidas pela infraestrutura compartilhada da American Tower, que atualmente oferece cobertura nacional para 67% do PIB do país, incluindo todas as capitais brasileiras e o Distrito Federal, e que tem a Everynet como parceira tecnológica.
No ano passado, a empresa anunciou cinco milhões de conexões em acordos firmados para os próximos cinco anos, com uma evolução significativa no ecossistema de soluções em geral, bem como um aumento da maturidade das verticais de negócios, servindo como catalisadores para o avanço das iniciativas até então.
Projetos consolidados
Recentemente, a American Tower fechou parceria para participação em um projeto conduzido pelo Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológicos (LSI-TEC) no contexto do Plano Nacional de IoT e financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que visa implementar casos de uso de cidades inteligentes na cidade de São Paulo. Um dos experimentos utiliza sensores em veículos para monitorar acidentes e atividades suspeitas. O outro é voltado para mobilidade urbana, contemplando a instalação de sensores em semáforos, com o objetivo de gerar uma maior segurança nas travessias de pedestres e melhorar a fluidez no tráfego de automóveis.
Em Santo André (SP), a companhia celebrou um acordo com a prefeitura visando a instalação de sites inteligentes em áreas públicas do município. Os iSites são estruturas que consistem em um poste compacto que suporta as diversas tecnologias em uso pelas operadoras de telefonia móvel, e também estão preparados para o 5G.
Pelo acordo, a Prefeitura de Santo André e os seus parceiros do Parque Tecnológico também poderão utilizar a rede para internet das coisas LoRaWAN da American Tower, permitindo que a prefeitura e seus parceiros do Parque Tecnológico utilizem a rede para a prestação de serviços municipais, como o monitoramento do trânsito, gestão de energia, aplicações em telemedicina e atenção à saúde, monitoramento climático, defesa civil, entre outros.
Na outra iniciativa em cidades inteligentes, parceria com a BottomUp, empresa brasileira que desenvolve e fabrica devices de IoT, a American Tower está viabilizando a implantação de soluções para digitalização de iluminação pública (iP), fazendo com que seja possível a comunicação das luminárias com a plataforma de telegestão de IP, em qualquer local do território do município, sem a necessidade de instalação de rede própria. A prefeitura do Recife (PE) foi a pioneira no projeto, com a instalação da telegestão de IP para 10 mil luminárias, utilizando a tecnologia LUMi da Bottomup, que também já conta com PoCs em mais de 18 cidades em todo o país.
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