Outras ações como parcerias, combate a pirataria e criação de medidas que apoiem o setor também foram temas do primeiro dia de evento.
Mesmo com a turbulência da crise atual, a cadeia de negócios que envolve a TV por assinatura pensa positivamente. Essa foi a mensagem transmitida durante a abertura da 23ª edição da ABTA 2015 – feira e congresso voltados para o segmento, iniciada ontem em São Paulo. Entre os focos da edição desse ano é a inovação em serviços de vídeo.
Governo quer rever lei das comunicações
A bancada de abertura foi composta por Oscar Simões, presidente da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA); Juca Ferreira, ministro da Cultura; Luís de Azevedo, ministro das Comunicações; João Rezende, presidente da Anatel; e Manoel Rangel, presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Todos frisaram a importância dos investimentos, principalmente num setor onde os players são exclusivamente privados.
“Normalmente os investidores diminuem o investimento, revendo seus custos”, afirmou Manoel Rangel. “Mas acautelar-se demais em um momento difícil pode prejudicar as empresas investidoras”, completa. Para ele, a criatividade e a união de players do mercado são fatores essenciais na busca por novas parcelas da população brasileira.
Luís Azevedo também aposta no crescimento do setor. De acordo com ele, a expectativa do governo é que já em meados de 2016 o mercado volte a apresentar melhorias e saia da estagnação. Outro ponto destacado por ele foi a pirataria. “Minha sugestão é que todos os responsáveis do setor se reúnam para discutir uma solução. A pirataria não prejudica somente o governo, mas forma uma competição desleal com os players da TV”, finaliza.

