Wireless

Anatel aprova operador virtual apostando em queda de preço

Na nova modalidade da telefonia móvel MVNO poderá alugar parte da rede das grandes empresas de cellular e vender linhas ao consumidor ou oferecer serviços diferenciados.

Até o final do ano, cerca de 110 milhões de aparelhos serão MVNO

Mercado de MVNO é promissor no Brasil, afirma CPqD

O órgão regulador (Anatel) aprovou nesta quinta-feira, 18/11, a criação do Operador Virtual de Telefonia Móvel, também conhecido como MVNO – da sigla em inglês Mobile Virtual Network Operator. O presidente da agência, Ronaldo Sardenberg, disse que o objetivo é aumentar a competição no setor e sua abrangência. Na Anatel há, também, a expectativa de redução de preços na telefonia celular.

“O objetivo é ampliar a oferta de serviços e a competição no setor de telefonia móvel, proporcionando maior diversidade do serviço e expansão para mercados ainda não alcançados”, disse Sardenberg.

Com o novo sistema, bancos e redes varejistas poderão atuar no mercado de telefonia celular. O operador Virtual poderá alugar parte da rede das grandes empresas de telefonia móvel (Vivo, Oi, Tim e Claro) e vender linhas ao consumidor ou oferecer serviços diferenciados por meio dos celulares.

Serão dois tipos de Operador Virtual: credenciados, que somente alugam as redes das operadoras, e autorizados, com obrigações semelhantes às de uma empresa tradicional de telefonia móvel. Segundo o conselheiro João Rezende, cada credenciado poderá ter apenas uma prestadora de origem.

A expectativa é que, entre 60 e 90 dias, o Operador Virtual já esteja em vigor. Segundo Rezende, o regulamento será publicado nos próximos dias e as empresas já poderão começar a negociar entre si. “Há uma tendência de haver redução de preço”, estimou o conselheiro. Ele explicou que o nome Operador Virtual se deve ao fato dos credenciados atuarem com redes alugadas de outras empresas.

*Com informações da Agência Brasil

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