A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atualizou os requisitos técnicos e operacionais para uso de satélite no Brasil, por meio da publicação do Ato nº 11.190, de 30 de julho de 2024. Com essa atualização dos requisitos, a agência permite a flexibilização da canalização associada à prestação do Serviço Limitado Privado (SLP) por meio de infraestrutura satelital.
Com esta flexibilização, as autorizações para uso de satélites para aplicações científicas no Brasil serão facilitadas, promovendo o desenvolvimento das pesquisas científicas e tecnológicas no País.
O SLP prestado por meio de infraestrutura satelital abrange múltiplas aplicações, incluindo a captação e transmissão de dados científicos relacionados à Exploração da Terra por Satélite, Meteorologia por Satélite, Operação Espacial e Pesquisa Espacial. Essas aplicações científicas têm como objetivo a coleta de informações relacionadas às características da Terra e seus fenômenos naturais, além da pesquisa de fenômenos espaciais.
Conexão por satélite aumentará para suprir IoT
Estudo da Juniper Research identifica que o número de satélites em órbita, voltados a conectividade de IoT (Internet das Coisas), crescerá 150% nos próximos cinco anos. Segundo o estudo, o salto no número de satélise – de 10 mil em 2024 para mais de 24 mil até 2029 – atenderá ao aumento da demanda por conectividade em locais nômades de usuários de rede de IoT.
O levantamento Global Satellite IoT Services Market 2024-2030 prevê que 98% dos satélites lançados nos próximos cinco anos serão LEOs (low earth orbit), devido ao baixo custo. Para atender a essa crescente demanda por conectividade de IoT via satélite, o estudo pede um investimento substancial em soluções de satélite multi-órbita.
Esse modelo combina a baixa latência e o alto rendimento dos satélites LEOs e a ampla cobertura geográfica dos satélites GEOs (geostationary earth orbit) em um único serviço. Isso permitirá que os provedores de IoT via satélite atendam ao amplo espectro de casos de uso de IoT, incluindo conexões intensivas em dados e LPWA (low power, wide area).
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