DestaquesSoluções

APAS Show 2019: Futuro dos supermercados passa por soluções disruptivas

Hand press on Shopping Cart icon.

Com o surgimento de tantas soluções de tecnologias, é inevitável todos os setores passarem por uma transformação digital. E com o segmento dos supermercados não é diferente. Os meios digitais já são uma necessidade no varejo e estão impactando cada vez na forma como os consumidores se relacionam com as marcas. Em vista deste cenário, o futuro dos supermercados é usar cada vez mais tecnologias disruptivas, ou seja, mecanismos que provoquem a quebra de padrões e modelos estabelecidos no mercado.

Durante o congresso no APAS Show 2019 – “Super Hack: Hackeando o Supermercado”, com o tema “Evolução Digital e o Futuro dos Supermercados” Fábio Coelho, presidente do Google, ressaltou a importância de engajar o consumidor digital para gerar maior fluxo de clientes na loja e experiências mais personalizadas, independentemente do porte da empresa.

Apas Show: Tecnologia usa inteligência artificial para otimizar check-out

“Ter um ótimo site móvel, um aplicativo bem montado, estruturado, com uma navegação onde o usuário consiga selecionar os produtos e fazer o pagamento com facilidade, é fundamental para maximizar as vendas”. “Atualmente, é necessário ter um portfólio de soluções inteligentes para que o consumidor fique à vontade ao escolher a melhor opção de acordo com sua necessidade, com intuito de satisfazer o mesmo da melhor maneira”, explica Coelho

Os smartphones estão cada vez mais presente no cotidiano das pessoas. Com o aumento das vendas no varejo virtual, as jornadas de compras e as expectativas dos consumidores em relação ao varejo físico vêm se transformando. Consumidores exigentes demandam por uma maior integração em suas interações nas lojas físicas e no mundo digital.

Os varejistas tradicionais têm maiores chances de sair na frente na corrida pelos compradores de itens de supermercado online. Segundo pesquisa da Bain & Company e Google nos EUA, 85% dos consumidores escolheriam o varejista onde compram atualmente para iniciar sua jornada alimentar no digital. Isso indica que a força e a confiança da marca são ativos importantes em mercados ainda em amadurecimento. A pesquisa também revela a importância de ganhar essa 1.a. compra virtual já que 75% dos consumidores ainda compram onde fizeram a primeira aquisição online.

COMPORTAMENTO DO INTERNAUTA

“Às vezes, as grandes transformações nas companhias começam devagar e ficam rápidas. Os hábitos de consumo mudam e temos que nos adaptar”, comentou. Para ambientar os supermercadistas sobre o tema, Fabio Coelho contou primeiramente sobre as mudanças em áreas como bancos, os quais 58% de todas as transações transações já são digitais, seja via internet ou celular. Este volume de movimentações online mostra que, com o crescimento da competitividade, estas empresas precisam melhorar suas experiências.

A transformação digital, que também atinge outros setores, como o da moda, chega aos produtos de consumo. Segundo Coelho, é preciso acompanhar as mudanças, caso contrário, não será possível se manter no mercado. De acordo com o livro Liderança e Disrupção, apresentado pelo palestrante, desde a década de 70 até hoje as empresas que lideram o varejo são muito diferentes, já que muitas não acompanharam as inovações. “As empresas devem ter o compromisso de estarem constantemente questionando os padrões”, afirmou.O presidente do Google Brasil explicou que é preciso fazer a integração entre lojas físicas e virtuais. Isso porque o brasileiro passa, em média, 9h por dia conectado e, muitas vezes, as pessoas já chegam às lojas sabendo com profundidade sobre o produto por ter feito pesquisas na internet. “60% das vendas no offline são influenciadas por interferências online. Isso mostra o desejo que o consumidor tem em se informar”, disse.

O consumidor não está só mais curioso, como também mais exigente. Ele passa por um funil de decisões antes da compra que o levam a escolher o que é melhor. É a partir daí, que, de acordo com Coelho, que as empresas devem buscar desenvolver soluções. “O amadurecimento do mercado e dos usuários deve causar transformações nos negócios”, explicou.

Fabio Coelho também trouxe, em primeira mão, uma pesquisa realizada entre o Google e a Grimpa, que mostra quatro pilares relevantes do consumidor brasileiro que devem mudar para aumentar o consumo de produtos de supermercados no meio online: as pessoas seguem hábitos e abastecer a casa é um comportamento emocional de escolher o melhor para a família; pessoas com hábito de comprar em lojas físicas ainda tem pouco conhecimento das alternativas online e suas mudanças; pessoas ainda se sentem vulneráveis em terceirizar a jornada de compra e, por fim, ainda existem preconceitos com as compras online e sua qualidade.

 

 

 

 

Newsletter

Inscreva-se para receber nossa newsletter semanal
com as principais notícias em primeira mão.


    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *