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Apple cria sua rede social da música

Steve Jobs, com o lançamento do Ping, totalmente integrado ao iTunes, pretende competir com sites mais populares, como Facebook, Twitter e, especialmente, o My Space.

A Apple quer converter os mais de 160 milhões de usuários do iTunes na maior comunidade musical e, para isso, criou o Ping, um recurso ativado no programa, em sua décima versão, que introduz o fator social e vem para competir com os sites mais populares, como Facebook, Twitter e, especialmente, o MySpace.
 
O presidente da empresa, Steve Jobs, descreveu a nova funcionalidade como “uma nova rede social focada em música”, para descobrir novos artistas e segui-los, novas canções – e comprá-las – e, principalmente, saber que música mais ouvem, mais baixam ou compartilham com amigos.
 
Jobs explica que o Ping conta com múltiplas funções, como a de criar uma lista de temas favoritos, de amigos, de grupos e, inclusive, de shows.
 
O programa também pode ser utilizado para ver o que os colegas estão escutando e acessar informações dos álbuns, canções e shows dos artistas que podem ser seguidos, além de uma lista de “Top 10” que pode ser criada.
 
Jobs enfatizou durante a apresentação o controle que cada usuário terá sobre sua privacidade nos perfis, porque eles não querem ter os mesmos problemas que o Facebook, por exemplo. Assim, tudo será configurável no sistema, ou seja, os internautas poderão escolher quem pode ver as coisas de seu perfil.
 
O Ping está completamente integrado ao iTunes 10 e também poderá ser utilizado através das aplicações no iPod, iPhone e iPod Touch.
 
“Estamos abrindo uma nova possibilidade de aumentar as vendas de músicas digitais, por recomendação direta dos amigos”, explicou Jobs.
 
O modelo de negócios da música digital tem sido orpimido em poucos anos na internet e durante um tempo praticamente foi monopolizado pelo iTunes, que chegou a captar quase 70% deste segmento, cobrando US$0,99 por canção.
 
Agora, a Apple conta com outros produtos que são ainda mais rentáveis. Aplicações (já conta com uma oferta de quase 250 mil na App Store) e livros eletrônicos (e-books, cerca de 43 mil títulos) já representam 30% do faturamento da empresa, uma porcentagem similar a da música, ainda que esta cresça já a um ritmo muito menor.
 
*Informações de agências internacionais.
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