*Por Marcos Weber
Empresas de médio porte são as que mais investem em cloud computing, com gasto médio por organização de US$ 620 mil/ano, informa um estudo norte-americano recente, segundo o qual as PMEs priorizam, dentro dos aportes em nuvem, a segurança e projetos de curto prazo. Conforme a pesquisa, enquanto grandes companhias levam até 15 meses para escolher e implementar cloud, as médias o fazem, em média, em um terço deste tempo.
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Mas por que cresce a adesão do medium business a cloud? Algumas razões podem ser levantadas, e o que permeia todas elas é a facilidade que a nuvem traz de dar a empresas de todos os portes acesso à tecnologia de ponta.
Com a computação em nuvem, uma companhia de médio porte pode ter acesso à mesma infraestrutura utilizada por gigantes, perfeitamente adaptada a suas demandas. E a conta sempre será compatível com o tamanho da empresa, ou seja: investimento em inovação que atende às necessidades de evolução do negócio e cabe no orçamento.
Isto porque a cloud computing permite pagar somente pelos recursos utilizados. Traduzindo, uma média empresa pode, sim, aderir a um player global de nuvem – Microsoft Azure, por exemplo – sem temer o preço. Se isto costumava ser uma preocupação comum nos projetos de infraestrutura in house, com a cloud deixa de existir, pois a adaptação de volume e formato é muito maior, garantindo adequação de custos à realidade de cada companhia e projeto.
Além da questão orçamentária, a agilidade da nuvem é outro fator importante para as empresas de médio porte. Diferente da infraestrutura física, em que é preciso aguardar a entrega e instalação de equipamentos, a nuvem permite adicionar recursos, acionar novas máquinas, ampliar a capacidade de armazenamento e processamento, entre outras funções, em curtos espaços de tempo. Basta contar com fornecedores – fabricantes da tecnologia e canais integradores – especializados.
E à agilidade, soma-se a praticidade. Em cloud computing, se a necessidade de armazenamento e processamento sobe, é fácil e rápido aumentar a infraestrutura. O contrário também é possível: se a demanda reduz, a infra e o custo também caem.
A tudo isso, junte-se a segurança agregada por soluções de proteção de dados, backup e Disaster Recovery, garantida à cloud por fornecedores qualificados, e teremos a receita completa de um modelo de infraestrutura robusto, prático, financeiramente viável, altamente eficaz e distante de riscos para as PMEs.
É uma aposta certeira para fomentar o crescimento do mercado de PMEs. Tanto que um estudo da Deolitte confirma que, dentre as 100 pequenas e médias empresas que mais crescem no Brasil, grupo que faturou mais de R$ 7,3 bilhões em 2016, as líderes são as que investem em tecnologia e inovação.
A nuvem é um segmento democrático, que permite a adesão do medium business às tecnologias mais avançadas de forma eficiente e confortável. É uma via segura de acesso ao crescimento.
*Marcos Weber é diretor da Cloud2Go.

