Segundo o artigo “Como a Inteligência Conectada vai Redefinir a Competitividade Digital dos Países”, da série Observando, publicada pelo Observatório Softex, aponta que a Inteligência Conectada não só amplia o acesso à rede, como também integra infraestrutura, dados e inteligência artificial em sistemas capazes de aprender, se adaptar e gerar valor estratégico. Inteligência Conectada é um conceito que define a fusão de tecnologias avançadas, como a IA e redes 5G para interligar pessoas, processos e coisas em um único ecossistema.
CONTEÚDO RELACIONADO: Experiência do cliente se consolida como fator decisivo de competitividade, aponta estudo da PwC
Países que tratam a infraestrutura digital como política de Estado conseguem transformar conectividade em diferencial competitivo, com impactos diretos em eficiência, inovação acelerada e capacidade de resposta a crises. O estudo ressalta que abordagens fragmentadas e reativas limitam o potencial de crescimento e a soberania digital.
Coordenação entre diferentes atores é indispensável
A competitividade digital, segundo o artigo, está cada vez mais ligada à autonomia estratégica e à segurança nacional. Tensões globais como dependência tecnológica, cadeias de suprimentos digitais e conflitos geopolíticos envolvendo dados sensíveis, reforçam a necessidade de desenvolver infraestrutura conectada robusta e alinhada a objetivos estratégicos.
Nesse contexto, a agenda regulatória pode ser fator de aceleração ou bloqueio. O Estado desempenha papéis múltiplos: regulador, indutor e usuário estratégico. Modelos internacionais oferecem lições valiosas, seja em abordagens orientadas ao mercado, ao Estado ou em formatos híbridos que equilibram interoperabilidade, ecossistemas e capacidades.
Para países emergentes, o risco é a exclusão da inteligência, não apenas da conectividade. O documento defende que as oportunidades estão em políticas públicas que permitam saltos tecnológicos, inserção em cadeias digitais e construção de capacidades locais. Entre as condições necessárias estão visão de longo prazo, investimentos coordenados, formação de talentos e governança robusta. Sem esses elementos, a competitividade digital pode se tornar frágil e dependente de atores externos, comprometendo a soberania nacional.
Inteligência conectada deve ser um projeto nacional
O estudo também enfatiza que a coordenação entre diferentes atores é indispensável. Governos, Telcos, big techs, startups, universidades e centros de pesquisa desempenham papéis complementares. Telcos evoluem para habilitadoras de plataformas e confiança; big techs oferecem infraestrutura crítica como cloud e GPUs; startups aceleram casos de uso; universidades garantem talentos e legitimidade; e think tanks fornecem inteligência estratégica e evidências para políticas públicas. Essa articulação é o que transforma a inteligência conectada em projeto nacional e não apenas em iniciativa isolada, defende o artigo.
Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn

