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Ataques a backups são comuns, mas empresas podem se defender, diz especialista da Veeam

Backup Storage Data Internet Technology Business concept.

Recentemente, um estudo da ISH Tecnologia apontou que os backups se tornaram o novo alvo prioritário dos grupos de ransomware. De acordo com o levantamento, 94% das empresas atingidas em 2024 relataram tentativas de comprometimento de cópias de segurança. Segundo Marcio de Freitas, gerente de Engenharia de Sistemas da Veeam Software, esses tipos de ataques já são comuns e não devem preocupar empresas que estão preparadas para se defender.

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“Normalmente, os ciberciminosos tentam inviabilizar as possibilidades de recuperação da empresa. Eles tentam entrar através da engenharia social e a primeira ação é justamente minar qualquer tentativa da vítima de tentar uma recuperação”, diz. O alvo costuma ser o software eo backup ou qualquer solução de recuperação de desastres. “Uma vez que isso é comprometido, aí sim ele procura o ambiente produtivo”, completa.

Freitas explica que o mercado já oferece opções para combater esse tipo de ação, sendo a mais comum a imutabilidade: “uma vez armazenado, um dado não pode ser alterado”, explica. Também há a famosa regra 321: três cópias de dados salvos em dois diferentes tipos de mídia sendo uma delas fora da empresa.

Como diferencial, a Veeam consegue entregar a versão 32110 dessa regra, onde é adicionada uma cópia imutável e o zero representa a garantia da empresa de recuperabilidade. “Não adianta nada você proteger ou nada porque você não consegue recuperar no futuro”, diz.

O especialista ainda recomenda que as empresas façam testes em cima de seu backup para garantir que eles estão realmente disponíveis quando for preciso. “É fundamental garantir que essa regra 32110 está sendo aplicada e ter a garantia de que você está resiliente de forma geral, não somente que um sistema esteja”, recapitula.

Dados de estudo mostram maior preocupação com dados

A Veeam também lançou um relatório de tendências de ransomware recentemente. Para Freitas, os destaques são:

  • A porcentagem das empresas que foram impactadas por pelo menos um ataque de ransomware com criptografia ou mesmo exfiltração de dados reduziu ligeiramente de um ano pro outro, de 75% das 69%. “As empresas que começaram a olhar com um pouco mais de cuidado em relação à resiliência e, obviamente, isso é fez com que as empresas fossem menos atacadas.”
  • 74% das vezes os ataques estavam mais direcionados à exfiltração de dados do que criptografia.
  • 25% das empresas elas pagaram um resgate e, dessas empresas que pagaram, 69% das vezes foram empresas que já foram atacadas mais de uma vez. “Elas foram atacadas e não conseguiram implementar as medidas necessárias pra garantir segurança”, comenta o executivo.
  • 94% das empresas aumentaram o orçamento de recuperação para 2025. “Agora as empresas estão começando a olhar em recuperação de dados já como uma estratégia de segurança.”
  • 95% das organizações aumentaram o orçamento de recuperação como medida preventiva. “Novamente, eles tão entendendo que é uma maneira não somente de, posteriormente, você fazer uma recuperação.”

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