Antigo oficial do exército americano ligou o hacker que supostamente atacou o sitye whitehouse.gov, em 2001, à universidade chinesa.
Segundo apuração do jornal New York Times, duas instituições acadêmicas chinesas foram identificadas como responsáveis pelos recentes ataques ao Google e a outras 30 organizações relacionadas aos direitos humanos. Além disso, segundo as investigações, as ameaças teriam começado em abril, muito antes do que se imaginava.
Uma das escolas foi identificada como Escola Vocacional de Lanxiang, a qual aparentemente tem ligações com o exército do país. Segundo o comunicado, as investigações rastrearam os IPs e chegaram a uma aula específica de ciência da computação, ministrada por um professor ucraniano da Escola Vocacional. Esta seria uma das fontes dos ataques.
A outra fonte seria a Universidade Shanghai Jiantong, que é uma das mais conceituadas da China. No começo de fevereiro, eles ganharam um concorrido concurso patrocinado pela IBM. A competição, chamada de “Batalha dos Cérebros”, contou com 103 estudantes das melhores faculdades do mundo para desenvolverem um software com design inovador. De acordo com a IBM, como prêmio, os alunos da Universidade de Shangai terão direito a estágios na empresa.
Oficiais da Jiantong University disseram que não sabiam que as investigações levavam a seus computadores, mas se dispuseram a cooperar. Um professor da escola não descartou a possibilidade dos ataques terem se originado em Jiantong, mas disse que pode ter sido alguém que estava apenas “experimentando suas habilidades de hacker”, sem outras intenções.
Enquanto a investigação continua, a Universidade Shanghai Jiaotong foi ligada a pelo menos um importante hacker chinês nos últimos anos.
Scott Henderson, um antigo agente do departamento de Inteligência do exército e autor de um livro sobre hackers chineses, identificou que Peng Yinan possa ser o hacker responsável pelos ataques ao site da Casa Branca em 2001, como tendo uma ligação com a escola.
De acordo com o New York Times, especialistas em segurança estão divididos entre a possibilidade de a escola ser usada para operações do governo ou se é fachada para alguma operação de inteligência independente.

