Segurança

Ataques de ransomware crescem 17% em 2025, revela ISH Tecnologia

No ano de 2025, os ataques de ransomware tiveram, globalmente, um aumento de 17,8% em relação a 2024. É o que revela um levantamento feito pela ISH Tecnologia, empresa nacional de cibersegurança. Ao todo, foram 7410 empresas anunciadas como alvos pelos grupos de ransomware, o que também representa uma alta de 21,4% em relação ao ano de 2023.

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A ISH diz que os números evidenciam uma tendência consistente de crescimento nas atividades de ransomware ao longo dos últimos anos, com 2025 apresentando os valores mais elevados em diversos meses, em especial no primeiro trimestre. Apesar da empresa apontar para um comportamento sazonal perceptível, foi observado picos mais altos e repetidos, o que indica maior sofisticação por parte dos criminosos.

Conforme esperado, os Estados Unidos lideram o ranking de países mais atingidos, seguido por Canadá, Alemanha e Reino Unido. O Brasil aparece em nono na lista – o primeiro da América Latina, e terceiro das Américas.

A ISH afirma que a cibersegurança ainda é um desafio no nosso País e aponta que o Brasil apresenta números piores que os de países consideravelmente mais populosos que o nosso. Isso se deve, entre outros fatores, à pouca educação da população em relação aos cuidados com a segurança cibernética.

Setores mais visados e principais grupos

Os setores de manufatura e tecnologia lideram a lista dos mais atingidos. Além disso, ambos têm um número de incidentes confirmados significativamente maior que o terceiro colocado, saúde. Segundo a ISH, os cibercriminosos buscam a diversificação dos alvos e exploram setores onde há uma alta quantidade de dados sensíveis sendo compartilhados, e possibilidade de lucro.

O material da ISH também destaca quais foram os grupos criminosos mais envolvidos em ataques de ransomware durante o ano. “Velhos conhecidos”, os grupos Qilin, Akira e Cl0p lideram as ações, acumulando juntos quase 2.200 vítimas somente entre os três mais ativos.

Além disso, grupos em crescimento, como Play, Incransom e Safepay também apresentaram atividade relevante ao longo do período em questão. Santos analisa que isso demonstra como, mesmo com operações internacionais para desmantelar as principais organizações de ransomware, novos grupos se colocam no cenário para preencher o vácuo deixado, com abordagens e técnicas cada vez mais sofisticadas.

Vulnerabilidades também em alta

Além dos ataques de ransomware, o material da ISH também chama a atenção para o alto e preocupante número de vulnerabilidades sendo exploradas por criminosos. Entre janeiro e dezembro de 2025, foram identificadas mais de 40.000 vulnerabilidades publicadas e divulgadas, abrangendo uma ampla gama de serviços e produtos (alta de 8,1% em relação a 2024).

Esse número reflete a crescente complexidade e dinamismo do cenário de cibersegurança, com novos pontos de fragilidade sendo descobertos em softwares amplamente utilizados.

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