AT&T quer virtualizar mais da metade de sua rede até o fim do ano

Operadora norte-americana já conta com 34% de seus ativos equipados com software.

A virtualização das funções de rede (NFV) é a esperança de redução de custos no mercado de telecomunicações e a operadora norte-americana AT&T tem um objetivo bem claro sobre o tema. A empresa anunciou que pretende virtualizar 55% de sua rede até o fim deste ano e chegar a 70% até 2020. A iniciativa não chega a ser pretenciosa, a tele conta hoje com 34% de seus ativos já virtualizados, quatro pontos percentuais acima da meta estipulada em 2016.

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Para chegar no índice, a operadora conta com a ajuda fornecedores que, segundo ela, têm abraçado o modelo centrado em software. Para a AT&T, os fabricantes tradicionais, que passaram décadas desenvolvendo soluções de hardware para o mercado de telecom, devem repensar suas linhas de produtos com foco no software.

Para o vice-presidente da AT&T Labs, Mazin Gilbert, há dois grupos principais de fornecedores: os que estão ajudando o setor e os que ainda estão tentando montar uma estratégia. “Há a aqueles que já sabem o que nós queremos fazer e são apaixonados por nos ajudar, e há a outra comunidade, que está tentando descobrir como isso os impacta”, disse o executivo para o portal FierceTelecom.

Independentemente de onde os fornecedores estejam em seu ciclo centrado em software, Gilbert disse que a exigência comum da AT&T e de outros prestadores de serviços é a flexibilidade. “Os fornecedores estão começando a entender que nós e todas as outras operadoras queremos a capacidade de testar novas tecnologias rapidamente com um custo mínimo”, disse.

O executivo também destacou o papel da iniciativa Open Network Automation Platform (ONAP), desenvolvida a partir da fusão da ECOMP, plataforma aberta da AT&T, com o projeto de rede aberta da Fundação Linux, o Open-O. A ONAP teve seu código-fonte aberto semana passada e agora desenvolvedores de rede podem criar novos serviços e aplicações por meio dela.

Gilbert explicou que a plataforma tem uma arquitetura e modelo baseados em metadados. “Isso significa que você tem a flexibilidade para projetar, comprovar, construir e implantar sem ter que escrever código de núcleo.” Ele ainda acrescentou que a comunidade de fornecedores adotou os modelos de rede virtual promovidos pela ONAP.

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