Crescimento acima da média mundial no Brasil atrai empresas estrangeiras e acirra ainda mais a competitividade.
O Brasil vem atraindo uma série de novos fornecedores multinacionais de serviços de TI. Mas, apesar de todo o movimento de fusões e aquisições, o mercado continua bastante fragmentado, com as dez maiores empresas de serviços de TI representando menos de 40% das vendas no país. A entrada de novas multinacionais, o fato de companhias de outros segmentos começarem a explorar serviços e o surgimento de pequenas empresas é o que vem segurando a concentração do mercado brasileiro.
“As taxas de crescimento do Brasil em serviços de TI vem declinando ao longo dos anos, processo natural no caminho à maturidade, mas mesmo assim muito sedutor aos olhos externos”, explica Mauro Peres, country manager da IDC Brasil. No mundo, serviços de TI movimentam US$ 491 bilhões e a taxa de aumento está em pouco mais de 5%. Ao Brasil, que movimentou em 2007 US$ 8,6 bilhões, cabe a fatia de 1,7% do montante mundial.
No entanto, as margens de lucro na atividade de serviços declinaram muito nos últimos anos. Os custos das empresas vêm aumentando, seja por reajustes inflacionários na folha de pagamento, seja pela “formalização” das empresas. Em contrapartida, dado o aumento da competitividade, está sendo cada vez mais difícil passar para o cliente esse aumento nos custos.
“Neste momento, o desafio inicial das empresas que oferecem serviços de TI é aumentar a lucratividade”, diz Peres. “Algumas já estão partindo para projetos regionalizados a fim de gerar mais lucro e ganhar fôlego. Outras, que têm intenção de abrir capital, estão atrás de crescimento através do ganho de escala e maior liquidez a fim de se tornarem atraentes aos investidores. Fusões também estão sendo bem vistas para a conquista da presença regional ou para o aumento do portfólio de clientes”, complementa.

