Com mais de 430 milhões de usuários, empresa aposta na AI e no machine learning para aumentar segurança dos dispositivos.
Após a conclusão da aquisição da AVG, em 2016, a Avast se tornou a maior fornecedora de software de cibersegurança para usuários finais do mundo, contando hoje com mais de 430 milhões de clientes. Só no Brasil, a empresa conta com cerca de 50 milhões de usuários, o que representa 60% do mercado nacional. Com base nessas informações, é fácil perceber que a base de dados da empresa é seu principal ativo e ela está aproveitando todas essas informações para otimizar a inteligência artificial (IA) para a segurança de dispositivos.
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Conforme explica Ondřej Vlček, vice-presidente executivo da Avast, a base de dados obtida a partir dos 430 milhões de usuários funciona como uma rede de sensores e é utilizada, principalmente, para treinar o machine learning (aprendizado de máquina) de sua solução. “Como conseguimos ver qualquer ataque que acontece na Internet em tempo real, podemos fazer ajustes rápidos em nossas ferramentas”, diz o executivo.
Coletados e usados de forma anônima, respeitando a privacidade dos usuários, os dados são utilizados em um processo que começa na checagem automática de qualquer URL ou arquivo que o usuário receba, verificando sua reputação e processando objetos suspeitos ou desconhecidos separadamente. Em seguida, o antivírus da Avast usa seus classificadores de aprendizado de máquina para determinar se o link ou arquivo é malicioso. Os dados dos usuários são utilizados nesses classificadores, que são atualizados em tempo real e enviados às máquinas dos clientes.
Como 96% dos clientes da Avast utilizam o antivírus de forma gratuita, Vlček acredita que os dados que seus usuários geram representam o verdadeiro valor da empresa. “Tirando o setor de games, a monetização de software é complicada para qualquer empresa, inclusive para a Microsoft, por exemplo. Mas podemos utilizar esses dados também para explorar outras oportunidades de negócio, como o perfil do cliente, oferecendo melhores serviços”, afirma.
O executivo ainda acredita que o investimento em IA vem de encontro com o perfil dos usuários, que sabem da importância da segurança da informação, mas que não querem se preocupara com a garantia da mesma. Com a inteligência artificial, o antivírus se preocupa em manter o ambiente seguro para o cliente.
Por outro lado, a AI sozinha não garante a proteção dos usuários e por isso a Avast aposta na segurança em camadas, investindo em mais quatro áreas:
*Módulo de comportamento: Constantemente monitora o sistema para atividades suspeitas e bloqueio de novas ameaças em geral.
*Sandbox: Arquivos com baixa reputação ou vindos de fontes desconhecidas são pré-analisados numa sandbox avançada, no próprio dispositivo.
*CyberCapture: Defesa contra ameaças zero-segundo, com todo arquivo novo e suspeito sendo submetido a uma análise completa no ambiente de sala-limpa do Laboratório de Ameaças.
*Serviços de reputação: Baseados em nuvem para condicionamento de risco, resiliência ampliada e robustecimento adicional do engine.

