Estratégias

Banco Panamericano lucra R$ 236 milhões em 2008

Em dezembro, o Patrimônio Líquido da instituição financeira atingiu R$ 1,45 bilhão, um crescimento de 11,4% em relação ao mesmo período de 2007.

 

Em 2008, o Banco Panamericano, instituição financeira do Grupo Silvio Santos, lucrou R$ 236 milhões, 17,4% a mais do que em 2007. Em dezembro, o Patrimônio Líquido atingiu R$ 1,45 bilhão, um crescimento de 11,4% em relação a dezembro de 2007, que representa um retorno anualizado sobre o PL de 17,4%. A carteira de crédito total chegou a R$ 8,9 bilhões, expansão de 25,2% em relação ao mesmo período anterior. Os segmentos que mais cresceram foram os de leasing, empréstimos consignados e crédito ao consumidor.

A evolução da carteira de crédito ao longo de 2008 pode ser dividida em dois momentos. Até setembro, com o aquecimento do mercado, o Panamericano obteve consecutivos recordes de produção, que atingiu a média mensal de R$ 793 milhões (R$ 567 no primeiro semestre de 2007). Entretanto, no último trimestre, com o agravamento do cenário externo, ocorreu uma menor liquidez dos agentes financeiros e uma retração do consumo de crédito, afetando diretamente a produção do Banco.

Para se adaptar a esse cenário, o PanAmericano adotou uma série de medidas. A administração norteou-se pelo controle de custos e priorização da liquidez, o que resultou em readequação do mix de produtos, terceirização de lojas e redução do quadro de colaboradores. Espera-se um maior ganho de produtividade, visto que as operações de créditos não foram comprometidas, mas racionalizadas com a manutenção de sua abrangência geográfica. A política de concessão de crédito foi revisada e adaptada para trabalhar com um potencial aumento da inadimplência.

O banco registrou ainda em 2008 dois fatos importantes: a criação do Comitê de Auditoria, que começou a operar em outubro, e o Plano de Recompra de Ações de emissão própria, para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, sem redução do Capital Social. A quantidade de ações a serem adquiridas é de até 7.004.260 ações preferenciais, equivalentes a 10% do total de ações da companhia em circulação. Em 31 de dezembro a instituição possuía em tesouraria 6.936.010 ações preferenciais, adquiridas no mercado pelo montante de R$ 24 milhões.

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