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Banda larga móvel deve chegar a 60 milhões de acessos em 2014

Segundo balanço da Huawei, a móvel deve ultrapassar a banda larga fixa em 2011, o que representa um atraso de três anos em relação à média mundial.

De acordo com o segundo Balanço Huawei de banda larga móvel, ela deve chegar a 60 milhões de acessos em 2014, impulsionado pela redução no preço dos aparelhos. O relatório foi realizado com informações fornecidas pelas operadoras do setor e baseadas em estatísticas oficiais de agências regulatórias como a Anatel e preparada pela Teleco.

O estudo também prevê que em 2011, a adesão à banda larga móvel deve ultrapassar a fixa, e isso representa um atraso de três anos em relação à média mundial. Outro fator, o qual o País está em posição inferior ao resto do mundo é o da densidade média em banda larga, para ambas as ofertas, já a densidade para celular, internet e fixos está num patamar acima da média global.

Em agosto deste ano, a banda larga móvel estava disponível para 64% da população e em 12% dos municípios brasileiros, com expectativa de terminar o período com 5,9 milhões de acessos, o que corresponde a 3,4% dos celulares no Brasil. Para cinco anos, a estimativa é de que 60% dos municípios e 88% da população sejam atendidos com o serviço móvel.

Segundo Eduardo Tude, presidente da Teleco, este será o serviço de maior crescimento no Brasil nos próximos anos, com aumento médio anual acima de 70%. “Queda dos preços dos smartphones devem impulsionar esse resultado”, afirma. Atualmente, a média de preços para pacotes de 500 MB está acima dos valores praticados em outros países, “o que é um dos principais empecilhos para a disseminação do uso da banda larga móvel”.

Tude ainda informou que o LTE (Long Term Evolution) deve estar disponível no País até 2014. “É como forma de suprir a demanda de acessos que ocorrerá nos eventos da Copa do Mundo, no mesmo ano, e sequencialmente as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro”, conclui.

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