Deverão ser 35 milhões de acessos em 2011.
A Huawei, em parceria com a Teleco, consultoria especializada em telecomunicações, constata no Balanço Huawei da Banda Larga que este serviço móvel no País cresceu 35% no 1º semestre e deve chegar no final de 2011 a 35 milhões de acessos, mais que o dobro da rede fixa.
Outros dados consolidados referentes ao 2º trimestre de 2011 (2T11) indicam que três em cada dez celulares vendidos no mundo são smartphones, as operadoras estão customizando pacotes para diferentes aplicativos e que cresce o percentual de redes de fibra ótica sobre o total de conexões de banda larga fixa, mas no Brasil isso se restringe a apenas 0,1%.
Na banda larga móvel, o acesso através do HSPA+ continua ganhando terreno na expansão da capacidade das redes das operadoras. Elas vislumbram a possibilidade de maximizar o retorno sobre os investimentos realizados nas redes 3G, antes de migrarem para o LTE que, por sua vez, já contava com 26 redes em operação comercial no 2T11.
Os dados apurados apontam a tendência de que o smartphone se torne o principal dispositivo de acesso à internet. Seu volume de vendas superou novamente o de PC pelo 3º trimestre consecutivo e para cada 10 celulares vendidos no mundo, três já são smartphones. Dispositivos como eReaders e tablets também estão estimulando o crescimento da banda larga móvel.
Na banda larga fixa, verifica-se um aumento global da participação das redes de fibras óticas. Mas enquanto no Japão e Coreia estas redes representam mais de 50% do total de conexões de banda larga, em alguns países da Europa como Portugal e Itália este número está pouco acima de 1%. No Brasil, o percentual é ainda inferior: 0,1%.
No País
No Brasil, com os respectivos crescimentos de 10% e 35% verificados no 1º semestre deste ano, a banda larga fixa fechou o período com 15 milhões de acessos e a móvel com 28 milhões. A densidade dos acessos 3G chegou a 13,7 para cada 100 habitantes, superando a média mundial do final de 2010. Na projeção para 2011, a banda larga móvel deverá contar com 35 milhões de acessos, uma quantidade maior que o dobro da banda larga fixa que está estimada em 17 milhões.
Receita de voz e dados
No País, a participação dos serviços de dados na receita registrou um expressivo aumento de 30% no 2T11 em relação ao trimestre equivalente do ano anterior, levando o faturamento a 18,7% da receita total de serviços das operadoras no país.
Mas há ainda muito espaço para crescimento, uma vez que essa participação é de 2 a 3 vezes superior nas operadoras do mundo desenvolvido, atingindo mais de 50% da receita da Japonesa NTT DoCoMo.
Apesar do crescimento igualmente expressivo de 7% na receita de voz registrado no 2T11, a expectativa é de menor participação de voz no total da receita das operadoras, fazendo os serviços de dados cada vez mais importantes como fontes de crescimento.
Alcance
As operadoras móveis estão se concentrando na ampliação da capacidade do backhaul de suas redes nas cidades já atendidas. Segundo os dados do 2T11, a banda larga móvel está disponível para 76% da população e em 28% dos municípios brasileiros. No período, 102 novos municípios, que compreendem 2,4 milhões de pessoas começaram a ser atendidos por este serviço.
Planos e Preços
As operadoras estão customizando pacotes para diferentes usos como e-mail, redes sociais, chat ou acesso à internet convencional. Essa estratégia impulsiona a adesão aos planos oferecidos que, hoje, são cobrados por volume de dados – a cobrança por velocidade caiu em desuso. Em geral, ao consumir a franquia de dados o usuário continua com acesso ao serviço, mas com uma velocidade reduzida.
A média de preços no Brasil para pacotes de 2 e 3 GB está acima dos valores praticados em outros países. A carga tributária e a taxa de câmbio afetam esta comparação.
Mesmo com queda média de 8% no 2T11, o preço dos telefones celulares 3G ainda é uma barreira para a difusão da banda larga móvel, principalmente no segmento pré-pago. Já no pós-pago, o preço desse tipo de aparelho pode cair consideravelmente, de acordo com o plano adquirido. Os modems 3G também apresentaram leve queda de preço no trimestre e já pode ser encontrados por R$ 96. Tendo como referência o 2º trimestre de 2010, o preço médio do modem no Brasil caiu 35% ao longo de um ano.

