Barômetro Cisco da Banda Larga revela crescimento de 48% nas conexões fixas e móveis no primeiro semestre de 2008 em relação ao mesmo período de 2007.
A 10ª edição do Barômetro Cisco da Banda Larga revela que o Brasil já dispõe de 10,04 milhões de conexões de banda larga fixa e móvel – um crescimento de 48% em relação ao primeiro semestre de 2007. Agora, faltam apenas 4,96 milhões de conexões para atingir a previsão de 15 milhões de conexões para o ano de 2010 no país.
“A meta inicial de 10 milhões de conexões de banda larga foi facilmente superada em 2008 por conta da massificação da oferta de computadores no varejo, pela competição entre o cabo e o DSL e principalmente pela introdução da banda larga móvel”, afirma Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil.
Nas conexões fixas – IP dedicado, ADSL, Cabo Modem, wireless fixo, satélite e outras -, o total de conexões saiu de 6,55 milhões, registrado no primeiro semestre de 2007, para 8,727 milhões no primeiro semestre de 2008, um crescimento de 33,24% no período. A pesquisa revela ainda que o número de assinantes de serviços de banda larga móvel – o que inclui somente os pacotes de acesso vendidos a PCs e não telefones 3G – alcançou 1,314 milhão de assinantes no primeiro semestre de 2008, um crescimento de 464% se comparado aos 223 mil assinantes do primeiro semestre de 2007.
O Bafômetro indica ainda que a penetração das conexões de banda larga por 100 habitantes alcançou a porcentagem de 4,6% no Brasil, sendo 13% a penetração dos acessos residenciais sobre os lares brasileiros – número considerado baixo se comparado ao de países desenvolvidos. Na República da Coréia, por exemplo, a penetração para cada 100 habitantes supera 26% e a penetração por cada 100 habitaçõs/casas é de 65% – a maior do mundo.
Quanto à distribuição geográfica das conexões de banda larga, São Paulo, que concentra o maior número de conexões, perdeu participação, saindo de 40% no primeiro semestre de 2007 para 38,7% do total de conexões no primeiro semestre deste ano. Em contrapartida, as regiões Norte e Centro-Oeste cresceram em participação no mesmo período, saindo de 5,2% e 5,1% do total de conexões para 6,4% e 8,2% respectivamente. Este fato demonstra que a massificação dos computadores está chegando às demais regiões e impulsionando o acesso em banda larga no país como um todo.
Na análise por segmento de mercado, as residências lideram com 87,5% do total de conexões, enquanto as empresas respondem por 12,5%. Considerando o mercado de banda larga massiva e satélite, o segmento ‘empresas’ cresceu menos que o residencial no comparativo entre o segundo e o primeiro trimestre de 2008: 6,6% contra 8,7% respectivamente. Isso revela a saturação do segmento ‘empresas’, que começa a migrar com mais intensidade para o IP Dedicado.

