Nacional

BNDES explica como vai funcionar financiamento do Funttel para ISPs

Parceria com DPR vai se aproveitar de políticas do Finame para facilitar o financiamento de equipamentos e cabos ópticos 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a subscrição de R$ 80 milhões em cotas do FUNTTEL DPR I FIDC, fundo que tem como objetivo a aquisição de direitos creditórios originados pela DPR Telecomunicações, empresa provedora de soluções para provedores de banda larga de fibra ótica. O fundo contará com um aporte de R$ 20 milhões da própria empresa, totalizando R$ 100 milhões em capital disponível.

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Ele permitirá à companhia vender seus produtos desenvolvidos e produzidos no País com taxas e prazos competitivos aos seus clientes, prestadoras de pequeno porte (PPP) de serviços de telecomunicações – majoritariamente, micros, pequenas e médias empresas. A estimativa é de que 500 PPPs acessem os recursos.  

Ricardo Rivera, chefe do Departamento de Indústrias Intensivas em Tecnologia e Conectividade do BNDES, explica que o recurso do Funttel vai ser utilizado dentro das políticas do Finame, linha de financiamento para aquisição equipamentos produzidos em território nacional. Segundo ele, dentro desse modelo, entrarão também os cabos de fibra óptica. 

Para que o custo atrativo do funding do Funttel possa chegar aos clientes da DPR, em especial empresas de menor porte, que costumam ter dificuldades em obter crédito, a taxa de juros a ser praticada em cada Direito Creditório adquirido pelo fundo será de TR + 9,9% ao ano. 

Rivera diz que as taxas de juros atuais têm freado o apetite de provedores em investir em sua rede. Por isso, esse e outros programas públicos de financiamento são necessários para incentivar a expansão da banda larga. O Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), com valor de R$ 1,17 bilhão, também será operacionalizado pelo BNDES e poderá ser utilizado por provedores. 

Ele explica que o modelo do Fust ainda está sendo preparado e o primeiro passo será mapear os municípios que precisam de backhaul de fibra óptica ou infraestrutura de rede móvel. “O lançamento já está sendo preparado e será para projetos acima de R$ 10 milhões”, conclui.

 

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