Analistas do Gartner analisam evolução e uso dessas ferramentas empresariais e salientam a tendência do outsourcing na adoção de novas tecnologias.
Durante a IX Conferência Anual de Tecnologias Empresariais, realizada em São Paulo, analistas do Gartner destacaram o Business Process Management (BPM) e o Cloud Computing como as ferramentas empresariais de maior destaque atualmente. Eles também salientaram a tendência do outsourcing na adoção de novas tecnologias.
Daryl Plummer, vice-presidente administrativo do instituto, analisou o Cloud Computing. Para ele, frequentemente a tecnologia é mau utilizada. “A utilização tem que estar alinhada ao negócios, e não o contrário. As empresas tem que ter o foco no serviço que é entregue e não na tecnologia, nem na infraestrutura”, enfatizou.
Nas palavras do executivo, o Brasil é um país atrativo para destino de investimentos para a oferta de serviços em nuvem. “O País não sofreu tanto com a crise quanto outros países, possui infraestrutura a preços acessíveis, custo competitivo de mão de obra, e o crescimento econômico da América Latina é um grande diferencial do mercado brasileiro”.
De acordo Bill Rosser, vice-presidente e analista emérito do instituto, o mercado mundial de BPM movimentou US$ 1,7 bilhão em 2009. Para este ano a previsão é de US$ 1,9 bilhão e, em 2013, US$ 2,7 bilhões, o que contabiliza um crescimento médio anual de 10,6% até daqui três anos.
Segundo ele, cada vez mais as companhias estão adotando serviços como: web-based access, BPM social e visão compartilhada. “O sucesso da implementação depende de um patrocinador entusiasmado com o projeto, do engajamento do usuário final e consenso sobre os objetivos”. O analista indica que deve se iniciar o projeto em um escopo modesto, que foque em um certo problema que se queira solucionar, “e, é claro, as métricas devem estar claramente definidas”.
Integração
Para Jess Thompson, vice-presidente de pesquisa do Gartner e co-chairman do encontro, é importante que as companhias integrem seus sistemas, tendo uma tecnologia de mediação de aplicações, o que ele denominou de “Enterprise Nervous System” (Em português, Sistema Nervoso da Empresa).
“A integração está evoluindo. Seu âmbito está se expandindo dos focos independentes nos aplicativos, dados e processos de negócios para práticas de integração mais holísticos, estabelecendo um sistema que seja ciente da semântica, dos processos e dos eventos”, finalizou.

