Brasileiros são os mais ativos nas redes sociais.
Consumidores de China, Brasil e Cingapura são os usuários mais vorazes de mídias digitais do mundo, graças principalmente à rápida adoção de smartphones e tablets. É o que revela um estudo sobre o consumidor digital, encomendada pela KPMG International, que apura o impacto dos conteúdos digitais e tradicionais sobre os consumidores de nove países.
“Os consumidores da China, Brasil e Cingapura, em todas as faixas etárias, estão acessando e usando as mídias em um ritmo impressionante”, diz Gary Matuszak, líder global da prática de tecnologia, mídia e telecomunicações (TMT) da KPMG. “Eles são rápidos em adquirir dispositivos móveis e incrivelmente receptivos a todas as formas de informação, notícias e entretenimento de TV, internet, jornais, revistas e rádio”.
Entre os consumidores chineses de regiões urbanas, 78% possuem ou pretendem possuir um smartphone, percentual pouco maior do que a intenção demonstrada em relação à posse de laptops (76%), enquanto 51% dizem que têm ou pretendem ter um tablet (penetração maior do que a percebida nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha ou Austrália). No contagem geral dos entrevistados de nove países, 53% possuem ou pretendem possuir um smartphone, e pouco mais de um quarto dos respondentes (26%) têm ou pretender ter um tablet.
Consumidores de China, Brasil e Cingapura não só preferem acessar conteúdos digitalmente, mas estão mais dispostos a pagar por isso. A propensão dos consumidores em pagar por conteúdos pode gerar valiosos insights aos provedores de mídia ou de tecnologias sobre modelos revolucionários de obter retorno financeiro, diz a KPMG.
Para David Elms, diretor de mídia da consultoria no Reino Unido, “em países emergentes as pessoas não estão sobrecarregadas com o legado dos PCs e saltaram diretamente para os dispositivos portáteis. Isso cria oportunidades incríveis para a área de tecnologia e empresas de mídia, muitas das quais estão lutando para criar modelos rentáveis de negócio.”
Brasil
Para Manoel Fernandes, sócio-líder de TMT da KPMG no Brasil, a pesquisa mostra o entusiasmo do brasileiro com as novas tecnologias, o que representa ótimas oportunidades aos players dos vários segmentos envolvidos no mercado. Na área de conteúdos, os brasileiros são os mais ativos nas redes sociais entre os nove países pesquisados, com 77% de respondentes tendo visitado essas comunidades nos 30 dias anteriores à pesquisa.
Os chineses vêm em segundo, com 72%, seguidos pelos espanhóis, com 71%. Em relação à compra de dispositivos móveis, mesmo diante das diferenças de renda entre os países, o Brasil aparece em terceiro lugar entre aqueles que querem possuir tablets, com 22%, atrás apenas da China (51%) e EUA (26%), e à frente da Alemanha (12%). Quanto aos smartphones, os brasileiros também ficam em terceiro, mas com um percentual maior (44%), atrás de China (78%) e Alemanha (47%), e à frente dos EUA (40%).
Mas os provedores de conteúdo no Brasil ainda precisam enfrentar problemas como velocidade da rede, segurança de dados e capacidade dos consumidores para realizar download de conteúdos por redes móveis. Enquanto 67% dos entrevistados no País disseram ser mais conveniente ter acesso móvel a conteúdos, quase um terço disse que não dispõe de uma conexão de internet rápida o suficiente para tornar sua atividade online agradável. Quase metade se disse desconfortável ao fazer pagamentos online por preocupações de segurança.

