Futurecom 2009

Brasil deve aproveitar bom momento do WiMax, afirmam defensores da plataforma

Segundo o vice-presidente do WiMax Forum, cada mês de atraso na implementação da banda larga wireless significa perda econômica real ao País.

"É muito importante que o Brasil aproveite o bom momento que essa tecnologia (WiMAX) atravessa em todo o mundo. A sociedade brasileira não pode arcar com mais atrasos na implementação de uma política nacional de telecomunicações, que crie a proliferação em massa do acesso”, disse o Dr. Mo Shakouri, vice-presidente do WiMAX Fórum, durante o Futurecom 2009.

Segundo o executivo, a instituição apóia a proposta da Agêncial Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a incorporação da mobilidade como parte das possibilidades de 3,5 GHz. Ele também afirma que a evolução imediata para um leilão nacional do espectro criará significativos benefícios econômicos para todo o País em uma época de crise econômica.

A organização reforça que o Brasil possui múltiplas necessidades para a implementação da banda larga móvel e, por isso, propôs uma modificação moderada às propostas da consulta pública, o que permitiria uma flexibilidade maior no uso do espectro. “A banda larga ajudará a resolver a exclusão digital, disponibilizando a internet por todas as áreas urbanas e rurais, para todas as classes socioeconômicas”, afirmou.

O WiMAX Fórum pediu um mínimo de 60 MHz de espectro viável na banda de 2,5 GHz para garantir a competição de banda entre as operadoras e diferenciação na qualidade dos serviços. De acordo com Shakouri, uma rede robusta em área urbana requer um mínimo de 30 MHz de espectro disponível para ser bem sucedida.

“As operadoras que já implementaram redes, estão descobrindo que a demanda pelo tráfego de banda larga móvel e a contínua inovação de serviços, significa que pelo menos 30 MHz serão necessários em um estágio inicial”, diz Shakouri. “Por isso, a instituição pede que os reguladores considerem a proposta em suas decisões, salientando que a internet fornece todos os tipos de serviços e opções de entretenimento por meio de uma ampla variedade de redes, com ou sem fios”, complementa.

O executivo também demonstra preocupação de que tal “assimetria regulatória” possa criar um mercado desigual para os provedores de serviços que trabalharão nessas bandas. “Recomendamos que a Anatel adote um único critério consistente, que deve ser tecnologicamente neutro”. Ele também salientou que as políticas públicas devem facilitar novas implementações de banda larga wireless e evitar tecnologias pré-determinadas.

Laboratório
O WiMAX Fórum e o CPqD assinaram um termo de compromisso, nesta quarta-feira (14/10), para que o centro de pesquisa se torne o primeiro laboratório certificador de equipamentos WiMAX na América Latina – localizado no Brasil. Segundo Iran Lima Gonçalves, gerente de negócios do CPqD, no momento, o ideal é atender as exigências da instituição e assinar o documento oficial no começo de 2010.

Recentemente, o número de implementações WiMAX alcançou cerca de 504 redes em 145 países. Regionalmente, a África lidera com 109, seguida pela América Central/Latina com 102. A Ásia-Pacífico e o Leste Europeu somaram 79 implementações cada e o Oeste Europeu somou 68 redes. Já a América do Norte e Oriente Médio possuem 49 e 18, respectivamente.

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