
A tendência de crescimento nas operações de M&A para o ano que vem é de até 15%, um movimento que está diretamente relacionado ao cenário macroeconômico, segundo a PwC.
As transações de M&A mantiveram a média mensal registrada neste ano e fecharam o mês de novembro com um total de 95 transações no país (1.164 transações no acumulado de 11 meses), indica relatório da PwC Brasil. O volume é 18% menor que o mesmo período do ano passado.
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“Se consolidadas as previsões, a tendência é de que em 2023 o volume total de operações gire em torno de 15% a 18% menor que em 2022”, estima o sócio da PwC Brasil, Leonardo Dell´Oso. Ele explica que nos últimos meses do ano há uma procura maior pelo crescimento inorgânico de empresas (fato que já vem sendo observado na prática, onde o número de projetos vem aumentando nas últimas semanas). Além disso, existem fatores que indicam e contribuem com um aquecimento do mercado para 2024.
A tendência de crescimento nas operações de M&A para o ano que vem é de até 15%, um movimento que está diretamente relacionado ao cenário macroeconômico. “A aprovação da reforma tributária, a expectativa de inflação mais baixa para o ano que vem e a queda da taxa básica de juros da economia são fatores que impulsionam o mercado de M&A no Brasil. Há ainda um cenário externo completo em função das guerras, uma estagnação do crescimento das taxas de juros nos Estados Unidos, um crescimento menor da China e a necessidade de diversificação das cadeias de suprimentos, fazendo com o Brasil ganhe mais atenção dos investidores. Já se fala, também, numa possível retomada dos IPOs, o que representa uma alternativa de captação de recursos para investimento e para a saída de investidores financeiros. Todos esses fatores tendem a favorecer as operações de M&A”, comenta Leonardo Dell´Oso.
O Sudeste continua liderando os movimentos de fusões e aquisições, especialmente o estado de São Paulo, que concentra 48% das transações, as regiões Sul e Centro-Oeste seguem com uma variação muito pequena entre elas. O setor de tecnologia também lidera o volume de transações, com 40% das operações negociadas em 2023, seguido do setor financeiro (com 6%), energia e utilidades, especialmente as renováveis (com 5%) e produtos de consumo (com 5%).
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