País está atrás apenas dos Estados Unidos, Itália, França e Espanha, respectivamente.
Cerca de 97 mil downloads ilegais de programas pela internet foram detectados no primeiro semestre de 2011 no Brasil. O resultado coloca o País na 5ª posição entre os que mais praticam este tipo de pirataria online, atrás de Estados Unidos, Itália, França e Espanha, respectivamente. O monitoramento é realizado pela Business Software Alliance (BSA) e envolve redes de compartilhamento de arquivos peer-to-peer ou P2P, sites de leilão, redes sociais e canais business-to-business (B2B) ou business-to-consumer (B2C).
O ranking está distribuído desta maneira entre os dez que mais pirateiam:
1 Estados Unidos 248.537;
2 Itália 218.306;
3 França 119.088;
4 Espanha 115.086;
5 Brasil 96.938;
6 Canadá 61.064;
7 Reino Unido 58.831;
8 China 51.722;
9 Rússia 48.411;
10 Israel 41.446.
Estes valores são o total de infrações detectadas de janeiro a junho de 2011. Os dados são colhidos por meio de softwares comerciais e da ferramenta interna OATS (Online Auction Tracking System). Uma equipe de investigadores da BSA revisa os resultados manualmente e envia os pedidos de bloqueio a ISPs e sites de leilão. Alguns dos protocolos fiscalizados são: BitTorrent, eDonkey, Gnutella e Kad, além de sites como Ebay, Mercado Livre, iOffer, entre outros.
A associação mantém um acordo com sites de leilão e provedores para a retirada de ofertas de software pirata. No primeiro semestre, dos 25,9 mil leilões retirados globalmente a pedido da entidade, cerca de 1,4 mil eram do Brasil (5.6% do total global). Segundo Frank Caramuru, diretor da organização no Brasil, “a expansão da web traz oportunidades e desafios. Em sites de leilão, consumidores podem ser enganados e, achando tratar-se de um produto original, podem receber defeituosos, que não funcionam ou que contenham código malicioso para prejudicá-los”.
Quanto aos usuários de redes P2P, o perfil é outro, geralmente sabem que estão acessando programas ilegais, mas o risco de vírus ou malwares é ainda maior. “Vale lembrar que o Brasil é um dos países com as mais altas taxas de infecção do mundo, inclusive por códigos para roubo de senhas bancárias”.
Cuidados
Grande parte do comércio na internet é irrestrito, auto-regulado e anônimo. Consumidores devem proceder com cautela ao comprar e usar software de vendedores desconhecidos online. Usar programa ilegal pode colocar em risco informações pessoais, segurança financeira e mesmo reputação.
No mínimo, pode provocar incompatibilidade de software e vírus, aumentar custos com manutenção e deixar usuários sem suporte técnico e atualizações de segurança. Em um cenário pior, pode custar a consumidores e usuários centenas ou milhares de reais e muito tempo perdido devido ao roubo de identidade e à exposição de informações pessoais.
O consumidor deve pesar se aparentes economias valerão o risco; usar as atualizações de segurança do software; procurar por um selo de confiança (trust mark); checar avaliações do vendedor e comentários que tenham sido postados onde for adquirir produtos; evitar vendedores oferecendo fazer cópias de back-up; pedir o endereço do revendedor; compreender os termos da compra, devoluções e ressarcimentos, custos de frete e proteção de segurança e privacidade; além de certificar-se de que o pagamento é seguro, priorizando endereços de sites que comecem com https:// ao invés de http://.

