Embratel e Qualcomm ressaltam oportunidades geradas com a internet.
Durante sua apresentação na terça-feira (22), José Formoso, presidente da Embratel e representante do Telebrasil e SindiTelebrasil ressaltou as oportunidades que o Brasil tem com as telecomunicações, citando a internet como o “continente mais populoso” do mundo, com 2,3 bilhões de ‘habitantes’.
Segundo o presidente da companhia que tem focado no segmento corporativo, a rede representa avanços, principalmente na economia, e exemplificou com o e-commerce que pode gerar R$ 28 bilhões e terminar 2013 com 24% mais consumidores.
Cristiano Amon, EVP e vice-presidente executivo da Qualcomm, compartilhou da mesma ideia, adicionando que a mobilidade está mudando o mundo. “A banda larga é uma mudança tão profunda quanto a do telefone, e está mudando economia e trazendo inovação. Um aumento de 10% de banda larga significa aumento de 1% no PIB”, disse.
Formoso considerou o Brasil o 4º maior mercado de telecom, responsável por movimentar US$ 180 bilhões em TI e Telecom. “O Brasil tem 350 milhões de acessos, sendo 48% de banda larga móvel, 12% da fixa, 15% da TV por assinatura… isso faz das telecomunicações um setor gigante na América Latina e no mundo”, e informou que somente em 2012 o setor (telecom) investiu de R$ 26 bilhões em infraestrutura. “Somando os 15 anos a partir da privatização, o investimento foi de quase R$ 300 bilhões”, adicionando que o investimento foi revertido em antenas, cabos submarinos, satélite, empresas em construção. “Cada ano temos uma tecnologia nova, uma evolução, mais capacidade e banda”.
Para a Qualcomm, embora existam gargalos nas telecomunicações no Brasil, o país é considerado um “país móvel”, citando o número das conexões de celular, que chegam a 260 milhões, e a receita que pode atingir R$ 15 bilhões. “Dentro do comércio eletrônico, o m-commerce movimentará em torno de US$ 1 bilhões esse ano. No Brasil, o 3G e 4G devem crescer 230% até 2017, e a mobilidade se tornará uma força democratizante. Não haverá diferença entre os conectados e os não conectados”.
Por Mayra Feitosa

