Durante IPMeeting, especialistas predisseram boa posição na América Latina.
No mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação as inovações, o tempo de mudanças e migrações são rápidos. Em cinco anos, processos e formas de lidar com a tecnologia podem ser totalmente diferentes. Isso acontecerá com o SDN, que está em fase de pesquisa e conversa nas empresas e operadoras de telecom, mas que pode movimentar US$ 3,7 bilhões em dois anos, segundo o IDC.
Infraestrutura de rede antiga é um dos gargalos do SDN
Enquanto há poucos anos os fabricantes investiam em hardware, agora o foco tem sido Software. As parcerias estratégicas e padrão aberto fazem parte desse movimento, que leva o mercado TIC a trabalhar de forma conjunta, em algumas estratégias, como a de SDN; por isso, boa parte dos fabricantes começam a defender o padrão aberto.
O tema Software Defined Networks tem ganhado espaço no mercado de TI e Telecom. Empresas como Cisco, Dell e HP, que eram famosas por suas aplicações em hardware, começam a mostrar iniciativas estratégicas no campo do software. “Eu acho que está nascendo uma nova indústria para software, e o mais interessante é perceber que quem vinha do mundo de software, como a Microsoft, começou a atuar em voz, quem vinha do hardware específico, como a Cisco, começou a atuar em servidores e está indo para o software, com o ACI (Application Centre Infrastructure). Existe uma mudança de cadeira nos fabricantes e nos players”, afirmou Paulo Pichini, CEO da GO2Next, durante o debate no IPMeetingSDN.
André Ficcolo, Diretor da NetBR, e Achilli Sfizzo, Diretor de Vendas Networking da Avaya – América Latina e Canadá também concordam que a indústria passa por mudanças, embora o Brasil ainda não esteja na mesma velocidade dos países desenvolvidos de mercados da América do Norte, Ásia e do Oriente Médio, os investimentos locais – por menores que sejam – podem levar à América Latina a uma posição de destaque.
“Uma coisa é falar de um projeto desse no Brasil, e para uma região menor, como a andina ou algum outro país da América Central. Talvez o México seja equivalente ao mercado brasileiro, no entanto, os demais países não têm a escala do Brasil. Então quando você pensa em fazer um projeto por aqui, a tendência é que ele puxe toda a região nessa direção”, ressalta Sfizzo, e comenta que projetos pequenos começam a acontecer, e “isso vai puxar o Brasil para uma posição de destaque na America Latina”, prediz.
Algumas empresas locais começam a enxergar os benefícios do SDN, por estudar sobre a migração, e ver benefícios de automação, ao colocar a aplicação no centro da infraestrutura, um espaço antes dedicado a infra e a rede. “Aplicações permitem trabalhar de forma automatizada. É difícil automatizar processo, mas o ganho é enorme. Reduz a quantidade de erros e intervenção humana, o que beneficia o próprio ambiente”, ressalta Ficcolo.

